30.4.07

Bjork-Volta (2007)


01 - Earth Intruders
02 - Wanderlust
03 - The Dull Flame of Desire
04 - Innocence
05 - I See Who You Are
06 - Vertabrae By Vertabrae
07 - Pneumonia
08 - Hope
09 - Declare Independence
10 - My Juvenile
11 - Earth Intruders (Mark Stent Extended Mix)
12 - Innocence (Mark Stent Mix)
13 - I See Who You Are (Mark Bell Mix)
Lançamento: primeira semana de Maio
Bárbara

29.4.07

Embaraços

Sapatos Brancos: -Mas porque razão estamos debaixo de um guarda-chuva a ler um livro?
Sapatos Pretos:-Porque todos os livros têm um destino...

Bárbara

Foto: Cartier-Bresson

28.4.07

Mesa de Cabeceira III

Não vou descrevê-la em pormenor, mas a verdade é que, quando me vi ao espelho da casa de banho ( se bem se lembram, acabara de atirar pelo ar o do quarto), tive a impressão de que, se não me refreasse, ainda acabaria por passar um mau bocado. Apaixonei-me por mim-assim mesmo, meninos, haviam de ver aquela garota que olhava para mim pelos meus olhos...por toda a parte onde havia que olhar-anca, peito- (que valia a pena , porque a minha mãe não compra fancaria) -e uma maneira de me mexer que era de pôr doidos todos os duros de Bowery. (...)

"Elas não percebem nada", Boris Vian sob o pseudónimo de Vernon Sullivan

A ausência do Jazz de Vian simplifica a intensidade daquilo que seria excessivo para um leitura como esta.
Bárbara

27.4.07

26.4.07

Monotone


Antes de saíres para o trabalho, arrumas à pressa

o dia anterior

Para debaixo da cama.

Guardas o coração ainda adormecido bem dentro do teu corpo


E esqueces essa canção que já não passa na rádio

Mas que vive secretamente dentro de ti.

Fechas a porta à chave com duas voltas e sais.


Os teus passos na escada fria soam ligeiros e apagam-se,

Perde-se o rasto, easy listening,

Guardas tudo para ti como um ex-dj...

Assim partes, quase a correr.


Parada junto à passadeira, protegida num gesto ledo

Fixas o olhar na sombra dos carros que passam.

Esperas pelo sábado,

Pelo feriado e as suas pontes,

Pelas férias para ouvires as tuas canções.

Sentes-te longe, silenciosa de luz.

Desato torturas e afrouxo o meu coração com Naifa.

Bárbara





17.4.07

No teu ombro íntimo


Condenso a minha indefinição no teu ombro íntimo que se defronta com as juras e as fragilidades que vão para lá do amor.
Em ti, as amantes carícias perfumam adolescentemente as repentinas sensações, estas que se apegam aos meus desejos, outrora mais transparentes e macios como a minha saia de cetim.
O dia vai crescendo naquele florir que tento inventar e a noite surge apaixonadamente mais solitária deixando-se cair em pormenores relevantes. São estas noites que encolhem a nossa antologia menos deslumbrada que inocentemente desorganizei e que diluí a volúpia das nossas esperanças.

As esperanças erram o futuro que se fixa para nós tão longe, tão longe que os sonhos perdem-se nesta viagem que roça as palavras passadas. São estas palavras que te envio, essas que por nunca mais terem sido ditas desapareceram no acaso dos teus lábios.
Abrigámos histórias que não cicatrizaram em nós e que teimam em vibrar com força mas sem sentido... quero regressar a ti naqueles dias transparentes que cintilam aquilo que verdadeiramente somos.

Imagem: A das noites em que me deixo ser raptada por ti.
Bárbara

A arte de saber lutar


Que canseira esta coisa da vida...sempre o mesmo corre-corre para ela não nos fugir!!!

Bárbara

SAÍDA MICOLÓGICA

A Serra da Cabreira, é uma elevação com 1286 metros de altitude situada no Baixo Minho, e que se entrelaça com o Gerês. É detentora de uma beleza única agrupando seis unidades de paisagem: bosque de coníferas, bosque de folhosas, matos, bosque ripícola, prados de montanha e campos agrícolas.
Nesta saída de campo percorreremos, subindo de Turio para a Serradela, uma zona de bosque de ripicola onde dominam o amieiro, o salgueiro, bétula e surge ocasionalmente freixo, podendo também surgir o carvalho comum quando as linhas de água percorrem zonas de carvalhal; uma zona de bosque de folhosas com carvalho comum, castanheiro, e por fim uma zona de resinosas com pinheiro bravo, pinheiro silvestre, cedro branco, laricio europeu, cipreste da Califórnia e abeto do Norte. Com esta saída de campo pretendemos contribuir para a inventariação de espécies de macrofungos associadas à diversidade florística da Serra da Cabreira.
Programa:
Dia 28 de Abril, Sábado
09:00h: Recepção dos participantes junto à Câmara Municipal de Vieira do Minho
09:30h: Breve descrição do percurso e enquadramento da actividade micológica
10:00: 1º Percurso : Turio
12:30: Almoço tipo piquenique *
14:00: 2º Percurso: Serradela
17:00: Identificação do material recolhido
19h00: Encerramento da actividade com degustação de cogumelos.


* Da responsabilidade dos participantes.

Notas:
- As deslocações aos locais das saídas de campo serão feitas em viatura própria.
- Existe a possibilidade de alojamento gratuito nas casas da Serradela. Por favor, contacte-nos o mais cedo possível pois o número de camas é limitado.
Preços:
Actividade gratuita para sócios. O preço de participação é de 10 € para não sócios e inclui:
-Material de apoio à identificação do material recolhido;
-Degustação “micológica”.

As inscrições serão aceites por ordem de chegada e deverão ser enviadas até dia 25 de Abril para:
Elisabete Martins da Costa
Quinta de Sernades
Este São Mamede
4710-815 Braga

Tlmv: 962963669 / 912551352 ou email marifusa@gmail.com
Marifusa

15.4.07

O Espírito

Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;

E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.

Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:

Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Natália Correia


Os Domingos com poesia inclinam os afectos para o lado dos sonhos...
Bàrbara

12.4.07

Cry Me a River


Now you say you're lonely
You cry the whole night through
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you

Now you say you're sorry
For bein' so untrue
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you

You drove me, nearly drove me out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and
Now you say you love me
Well, just to prove you do
Come on and cry me a river, cry me a river
I cried a river over you

I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you




Bárbara cries with Julie London.