16.6.08

Ambiências


Este blog cheira a cerejas e balança com Alina Simone.
Bárbara

Fugir com homens (I)

Imagem: Marcello Mastroianni
Bárbara

Esconderijo XIII






  • Olho e oriento-me agora pelo sol. Escolhi assim. A paz. Gosto disto. Sou salva por mim mesma. Sou mais só mas sou mais eu. Habitualmente. Sou melhor.














Bárbara
Vincent Van Gogh - Sunflowers

(in) Conveniências do estado febril

Bárbara

(in) Conveniências do estado febril

Ontem fui assaltada por uma enorme surpresa daquelas que nos fazem compreender melhor a poesia. Li de olhos fechados o " Aniversário" de Álvaro de Campos pela voz de Germana Tânger.
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!,
o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .
Pára, meu coração!
Não penses!
Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos
Bárbara

15.6.08

Alter Ego


Nome: Lady Crying
Idade: Pouca mas a suficiente
Nacionalidade: A cidade sem nome
Estado Civil: Solteira
Profissão: Segurar Lágrimas
Passatempo preferido: Pintar o cabelo de loiro e brincar aos médicos com o Lichtenstein quando já não há mais tinta.

(in) Conveniências do estado febril

O meu quarto transformou-se num carrossel, daqueles que rodam muito.

Deliro e sonho que ainda chamas o meu nome.
Vou dormir, mais!
Bárbara

14.6.08

Devaneios XVIII


Hoje estreava-me no Quickstep se a minha febre baixasse e a gripe me deixasse.

Vou dormir.

Bárbara

12.6.08

"All I Want Is You"/ Barry Louis Polisar



Filme: Juno, Jason Reitman, EUA / Canadá / Hungria, 2007

Bom Filme, Excelente Banda-Sonora.

11.6.08

Acordei a flutuar dentro das águas das minhas emoções.
Bárbara

10.6.08

S.Pedro na Póvoa de Varzim/ Filantrópica

No bairro Sul, com muitas sardinhas, muita música, muito vinho e muitas tricanas/ sem a música dos martelinhos e afins de gente sem interesse! ;)

28 e 29 de Junho.

Cartaz: Iria Cunha

8.6.08

Desejos

Fonte: pedlars

Metamorfose Ambulante

Ah Ah Ah!
Ah Ah Ah!
Ah Ah Ah!...

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes

Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...

Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...

Do que ter aquela velha, velha
Velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo...

Carlos Seixas

6.6.08

40 horas Non-Stop / Serralves em Festa

7 e 8 de Junho

Não resisto e vou em romaria a Serralves!!!!

Esconderijo XIII

- Sorry!! I`m a lady...
Imagem: Claude Tenot - Blandice`s Room

4.6.08

- Porquê que agora sempre que eu chego a casa estás a chorar?...Não precisas de dizer mais nada.
- Leva-me só lá para fora para eu me conseguir acalmar.
Bárbara

Gozos Caseiros

"Passion", Jean Luc Godard

Cerejas

"Le petit soldadt", Jean Luc Godard


Gozar alguns presentes de aniversário e saborear algumas coisas mais.
Bárbara





Vou ali e já volto



Tropeço nos meus próprios pés. As minhas sabrinas brancas pedem-me para abrandar, não encontro o STOP! Encontrei um amigo, vou ali concretizar o sabor de uma amizade e já volto.

Bárbara

3.6.08

Mesa de Cabeceira IX

Sobre a Fenda/ Doris Lessing


Imagine uma sociedade perdida nos primórdios da história, que remonta ao início da criação e da qual não existem registos senão aqueles passados oralmente ao longo de gerações. Esta comunidade pré-histórica é exclusivamente constituída por mulheres, que não conhecem homens nem deles têm necessidade, e funciona de forma pacifica e harmoniosa, quase idílica. Imagine agora tudo o que poderá implicar para esta tribo o nascimento de uma criatura estranha: um bebé do sexo masculino. Esta é a premissa de que Doris Lessing parte para, numa prosa que evoca um registo encantatório, criar uma narrativa audaciosa que desafia qualquer classificação. O desenvolvimento de duas identidades distintas, feminina e masculina, é o palco para uma reflexão sobre um dos temas que mais inspiram esta autora ao longo da sua carreira: as relações entre ambos os sexos e que afectam toda a nossa vida. (...)


Editorial Presença

29.5.08

Devaneios XVII




Hoje faço anos, a banda sonora é esta, e a minha alma anda como os dias.
Bárbara

26.5.08

O no-esquecimento subscreve

Do acordo ortográfico
Serve o presente texto para expor em breves palavras a minha posição sobre a adopção do acordo ortográfico mais recente, uma vez que me manifestei contra ele neste mesmo blog sem grande explicação. Em primeiro lugar referir que a sua adopção e a minha consequente posição sobre a sua adopção puxou por um lado supostamente nacionalista que eu não tenho e que refuto de todo. Há que ser crítico pelas razões que julgo certas e não por influência de determinados folclores políticos que são uma anedota per si. Assim, estou perfeitamente convicto – mesmo pela minha formação académica, bem como pelos estudos que tenho efectuado – que as manifestações culturais de uma determinada cultura obedecem, a priori, à dinâmica estabelecida entre as pessoas dessa cultura e a geografia onde esta se manifesta. No caso da língua portuguesa, nas suas múltiplas formas evolutivas, bem como na evolução específica das suas vertentes multi geográficas, estabeleceram-se diferenças por influência político-territorial que agora se tentam unificar. Um erro crasso a meu ver. Um erro porque, sendo adoptado por todas as culturas geograficamente distintas, o acordo desembocará inevitavelmente em novas especificidades geo-políticas, talvez de uma forma bem mais rápida do que se possa julgar. Se tanta gente diz que a sua pátria é a sua língua, eu afirmo que a minha língua é o território político onde a aprendi. Alterá-la com o intuito de forçar a sua unificação politica e territorial é querer de todo remar contra a maré, uma vez que as distintas formas de como a língua evoluiu obedeceu a uma evolução de séculos e, mesmo quando determinada por factores políticos – veja-se a independência dos PALOP’s – foi beber à evidência regional que essas línguas portuguesas já apresentavam. Por isso, acho, sejamos sérios. Pensemos nos argumentos contrários, como por exemplo as próximas gerações aprenderem o português deste acordo e rapidamente o adoptarem como certo. Também rapidamente o acordo será adoptado de diversas formas, de acordo com os diversos países onde se fala a língua. É óbvio que assim aconteça. O resultado será então que se assassinaram diversas línguas com um intuito de globalização, que nunca existe no plano da prática usual da língua e que, tenho a certeza, evolui muito mais rápido no plano prático da comunicação oficiosa do que na lenta e oficial forma de falar e escrever dos governantes. Tento falar e escrever a minha língua cada vez com mais perfeição, fazendo justiça a toda a sua evolução que me antecedeu e respeitando por isso toda a carga histórica que a compõe, que me compõe a mim, que dela sou filho. Não me obriguem a destruí-la em prol de vontades políticas obscuras, que não justificam as verdadeiras razões pela qual a adoptam. Assim, apelo ao boicote do acordo ortográfico, com o mesmo argumento com que sou contra a manipulação genética de seres humanos. Deixem a evolução seguir o seu plácido ritmo.


Luta de galos



Agora existem galos para todos os gostos. Galos mais tradicionais, mais modernos, artesanais, com música e sem música, até sem crista se quiserem. " È a loucura de Gama levada ao extremo e o humor mais eficaz aplicado a toda uma nação de galos frustrados. Assumam-se galos de Barcelos, de Lisboa, de Vila Real de Santo António. Libertem-se galos dourados, de chocolate ou de cabedal. Saiam da capoeira! Da Cock-House! È a vossa oportunidade de exibirem a crista que há em vós."*
Imaginem só... o último galo que eu conheci até falava brasileiro e não se deixem enganar porque nem sequer era tão bonito como o Chico Buarque!!! ;)))


*Umbigo número 24.

Bárbara

Auto - retratos II


Foto: Bárbara Pedrosa, Setembro, 2006

25.5.08

Esconderijo XII

As noites agora são longas e desembaraçadas de constrangimentos, dotadas de uma liberdade que não sei gozar...nunca estive habituada a este modo tão livre de ser. Um jeito retorcido que não me deixa sonhar, bloqueia-me a alma e exacerba infindáveis pensamentos que se deitam quando o sol já espreita. Às vezes quase que dou por mim a cair mesmo deitada, confundo as pernas com a cabeça, fico partida e nem o meu pijama tão branco me traz mais luz.
Conservo-me nos meus olhos tristes, e tento fechar uma porta resistente com um puxador fora de moda que me aprisiona e vai metamorfoseando o meu coração. O coração que é só um músculo. Isto soa assim...
Confundo as recordações, e já não existem dias perfeitos, já não canto: Just a perfect day / I`m glad I spent it with you/ Oh, such a perfect day: you just keep me hanging on(…)*
És agora o artista das representações baratas, que suspende malabares mal equilibrados e que estão na iminência de caírem. O músico das canções tristes. O poeta de palavras intervaladas, de espaçamentos laaaaaaaaaaargos que fazem ecos de um silêncio aterrador. O pintor dos cenários negros. És a louca sensação de um engano, és um recado sem mensagem...

* "Perfect Day", Lou Reed
Foto: your kiss wont make me by hollyjphotography
Bárbara

24.5.08

Gozos Caseiros

Filme: " O Meu Tio", Jacques Tati
Filme: " O sabor da Melancia",Tsai Ming-Liang
Com bolachas de chocolate, uma manta e a nebilina com cheiro a mar que se convida a entrar pela janela...
Bárbara

21.5.08

Blog temporariamente em descanso.

20.5.08

O Escanfandro e a Borboleta

Le Scaphandre et le Papillon, Julian Schabel, EUA/FRA, 2007

Auditório Municipal, 21h45m, PVZ.

Esconderijo XI



Crio as minhas novas rotinas livre de belas ou tristes histórias segura somente pelas minhas mãos bloqueadas pela ansiedade do tempo. Oculto-me dos cafés cheios de pessoas que não conheço, das ruas que me viram crescer, e da maresia que me acorda todas as manhãs, e assim saúdo o silêncio do meu coração assustado. Afasto-te da minha lua de mel e olhas-me de alma partida que transcende as minhas lamentações vazias...fecho os olhos e encolho as pernas e recordo dias melhores sem promessas.
Bárbara

18.5.08

NOVA BÁRBARA ESCRAVA

Barborinha uma crioula.
Faz de bahiana evocada
Num hotel de vidro e avenca;
Usa torço cor-de-rosa,
Pano-da-costa fingido,
Chambre crivado no seio:
Seu balangandã preserva-a
Bem menos que seu enleio.
Para não ver os meus olhos
– Figa branca, figa preta-
Atira-as pra trás nas costas,
Tão bem, que só vê diante
A cuia do vatapá:
Mas eu sei quantas pancadas,
Vindo assim, seu peito dá.
Peixinho moreno, pula
No aquário do hotel de luxo
Como gota de água ao céu:
Tem vergonha de ser mate,
O seu passo é como um véu.
Barborinha é uma crioula
(Mulatinha era demais):
As cores, à parte, são várias:
Unidinhas, são iguais.
Vem servir-me cor-de-rosa,
Parda me serve xinxim
(Pérfido, atraso o jantar Fitando-a entro e mim).
Mas o que serve em verdade
A Barborinha morena,
Na sua saia bahiana
Com roda de campainha,
Não é o envisco que comem
Os peixes do hotel de vidro,
Mas a sua graça apenas.
Tão quente (sendo ela fria)!
E as mãos! as mãos! – tão pequenas,
Tão pequenas, que eu diria
Que as fazem penas – e fogem
As aves que há na Bahia!

Vitorino Nemésio

A Poesia ao Domingo transforma o vazio do coração em recordações que transbordam em flores. :)

Bárbara

Paso Doble

Iniciarei a dança e a sala acompanhada das minhas lágrimas de plástico.
Pintura:Robert Kameczura, Paso Doble, Acrylic Film Painting (48" x 36" across)2003

17.5.08

Fundação de Serralves

VINIL - GRAVAÇÕES E CAPAS DE DISCOS DE ARTISTA
10 Mai - 13 Jul 2008 - MUSEU

"Com a expansão da expressão artística para o campo do som e do aspecto visual da gravação e das suas capas, a banal capa de disco tornou-se definitivamente um objecto de culto. Esta exposição apresenta gravações visuais e acústicas de artistas plásticos, registadas desde os anos 20 até ao presente. Também se exibe documentação de uma grande variedade de experiências sonoras e linguísticas, frequentemente no limite daquilo que se entende como música."

Comissário: Guy SchraenenExposição organizada pelo Research Centre for Artists' Publications / Neues Museum Weserburg Bremen, Germany e pelo Museu d’Art Contemporani de Barcelona, Espanha

in www.serralves.com

16.5.08

Construção



Chico Buarque

14.5.08

The end


Acabo qualquer coisa e muito mais...
Bárbara

13.5.08

Devaneios XVII

Hoje, corro muito para ti !!

Bárbara

10.5.08

Velvet Painting


Come, come, come


We’re all on the run


No one sleeps at night


The phones all ring


The sirens sing


The stars seem extra bright


And the buildings all light up like ornaments


In some black velvet painting over the bed




I want to grab you and tell you


Be happy we found someone to love


‘Cuz out here it never seems to be enough


Yeah, out here it never seems to be enough


No it never never never never never never is enough




Alina Simone


Foto: Alina Simone

61º Festival Cannes


Bárbara

3.5.08

Esconderijo XI


Precisada de uma lavagem cerebral. Urgente e agressiva! Que tire nódoas ressequidas de tão antigas que são, e que não deixe nenhuma das minhas cores desbotada.
Bárbara


Imagem:

Madame Tutli-Putli



Espreitem esta MARAVILHA! Apaixonei-me!

Madame Tutli-Putli, Chris Lavis e Maciek Szczerbowski, 2008

30.4.08

Jazz ao Centro/ V Edição- Encontros Interncionais de Jazz de Coimbra 2008

Após quatro edições no formato bianual o ano de 2008 acarreta significativas novidades na orgânica do “Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra”.
Doravante, o evento realizar-se-á em plena Primavera, concentrando-se a sua programação nas duas primeiras semanas de Junho. Visando o reforço da dinâmica da Alta e Baixa Coimbrãs, o “Jazz ao Cento” traz a animação para as ruas, com os quatro principais concertos a decorrer nas Escadas do Quebra Costas e as seis sessões “fora-de-horas” no seu “habitat natural”, o Salão Brazil. A ligação entre estes dois espaços procura envolver de forma o mais directa possível os que habitam e trabalham nestes locais e, ao mesmo tempo, captar a atenção de todos os Conimbricenses e de todos quantos visitam a cidade. Implantado bem no seio deste eixo, junto à Sé Velha, o Ateneu de Coimbra, colectividade fundada em 1940 e com uma assinalável actividade no sector cultural, será palco do concerto inaugural do “Jazz ao Centro”.
Em colaboração com a Universidade de Coimbra e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) este festival abraça, em 2008, novos desafios, incluindo na sua programação um pequeno ciclo de cinema documental e uma palestra versando a temática da Arte, Ciência e tecnologia no contexto das músicas improvisadas. O TAGV acolhe ainda um concerto, bem como uma das seis exposições de fotografia e design gráfico previstas no programa. Animação de rua (com pequenas actuações, um espectáculo educativo e através de uma emissão radiofónica dedicada transmitida em circuito fechado para a Baixa da cidade) e o envolvimento dos lojistas (através de um percurso fotográfico nas diferentes montras) contribuirão, simultaneamente, para divulgar a iniciativa e aproximá-la dos cidadãos.
2 a 15 de Junho de 2008

Bela oportunidade para gozar Coimbra e matar saudades...;))))

22.4.08

Bons Vícios

Beber margaritas e enrolar caracóis!!!!
Fotografia: Death Proof, Quentin Tarantino, 2007

16.4.08


Pela manhã é que eu iria


pela última vez


Iria sem saber onde a estrada leva.


E a sede.



Eugénio de Andrade, in Matéria Solar

Foto: To the light by blackpixie´s

10.4.08

9.4.08

Sebastião Salgado



"Espero que tanto como indivíduos, grupos ou uma sociedade, façamos uma pausa para pensar na condição humana na virada do milênio. Na sua forma mais brutal, o individualismo continua sendo uma fórmula para catástrofes. É preciso repensar a forma como coexistimos no mundo."
Trabalho de Sebastião Salgado:http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/





28.3.08

Gozos Caseiros





Filme: Caramel, Nadine Labaki





Devaneios XVI

Fico assim muitas vezes... desfocada com as palavras do outro lado de uma linha que parece que não conheço mais.

Bárbara

21.3.08

Ne dis rien



Serge Gainsbourg com Anna Karina

Encontro perfeito!

20.3.08

Gozos Caseiros


Foto: Revista Umbigo, nº24.

Auto-retratos


Foto:Bárbara Pedrosa, Póvoa de Varzim, Dezembro de 2006.

Devaneios XV


Ultimanente perco demasiado tempo a limpar os olhos!

Bárbara
Foto: Vanessa Paradis

15.3.08

Here Comes the Sun



Nina Simone

Devaneios XIV



Hoje, deito-me mais colorida...

Bárbara

11.3.08

Avarias da Alma


Passeio pelos recantos que me acompanharam durante muito tempo e entrego-me às saudades que me avariam a alma. Não me conserto porque gosto delas.
Empresto-me às gargalhadas dos bons momentos e entrego-me sem hesitações à alegria que estas recordações me trazem.
Arrepio-me e gosto, não descanso e não me direcciono porque assim conservo a inconstância daquele que é, o meu mais louco espaço-vivido.

Bárbara


Foto: Bárbara, República dos Inkas, 2006



Porque as celebrações estão na alma e em mais lado nenhum...
Post publicado anteriormente em Outubro de 2006.

9.3.08

Sugestões que valem a pena


Título português: A rapariga que inventou um sonho.
;)

Compras que valem a pena



Desde, 1839, tecem-se, deste modo, laços estreitos entre Paris e a Fotografia. Um verdadeiro romance de amor liga-nos ao longo das décadas e permite-nos hoje em dia expor a dupla história de uma cidade prestigiosa e de uma arte nova que se distingue a descrever, segundo Goethe, " uma vida universal onde cada passo sobre uma ponte, sobre uma praça, relembra um grande passado onde em cada esquina da rua se desenrolou um fragmento da história.
Paris, Mon Amour, Taschen

5.3.08

COMO MATAR OS INOCENTOS

Semana sim semana sim, nas aulas de arte, Mr.B. obrigava-nos a desenhar letras dolorasamente nítidas. Tinha tudo a ver com seguir regras e manter a tinta entre linhas direitas. O mais exactozinho, melhor. Até aos 16 anos de idade, eu pensava que ser artista era ter sapatos a brilhar e vincos perfeitos nas calças. Nunca nos foi mostrada uma imagem minimamente surpreendente. Desenhar uma coisa nova, que ideia! Num período em que a performance e a arte conceptual excitava e irritava pessoas de Tokyo a Nova Iorque, um estagiário que nos ensinou a fazer impressões de batatas fez-nos pensar que estávamos envolvidos em actividades subversivas.
(...)
Mr.C ensinou-me tudo o que eu sei sobre a deslocação da àgua e a trajectória dos pêndulos. No entanto, sendo um fervoroso alpinista, passava a maior parte do tempo a demonstrar como se negociava a encosta norte do quadro. A sala de aula existia como paisagem do seu ego. Os que não suspiravam espanto pela sua arte, corriam o risco de serem punidos.
(...)
Com a idade de 14 anos aprendi que os estudantes de história eram fotocopiadoras humanas. Mr. H estacionava-se a si próprio em frente da turma e retirava de uma decrépita pasta algumas também decrépitas folhas de onde lia m u i t o d e v a g a r. O nosso trabalho enquanto alunos era anotar as suas palavras ipsis verbis. isto aconteceu duas vezes por semana durante dois anos. Nós anotávamos " a verdade, toda a verdade enada mais do que a verdade" sobre os grandes ditadores do século 20 tal qual como nos dita Mr. H., decorávamos e regurgitávamos e era-nos dito que éramos bons rapazes. Na peça de Shakespeare Henrique IV Parte Dois, o rei, no seu leito de morte, aconselha o seu herdeiro a " busy giddy minds/ With foreign quarrels" ( Ocupar as mentes curiosas/ Com discussões alheias). Podia ter sido este o mote de Mr. H..
John Havelda, "Reler"

Sem título

Quem manda na vida agora sou eu.

Imagem: Roy Lichtenstein, Yey You.

Bárbara



3.3.08

Devaneios XIII


Por favor, não pares!!!!
Foto: Cocktail smooches, 1934.