Filme: Les Chansons D´Amour, Christophe Honoré, 20078.7.08
7.7.08
My way

And now, the end is near and so
I got to face
The final curtain, girl
Friends I say clear and state her case of which I'm uncertain
I've lived a life that's full of travelled each and every highway
And more, much more than this,
I did it my way
Yeah, regrets, I've had a few
But then again, who feel to me uncertain.
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each other course, each careful footstep along the byway,
Yeah, and more, much more than this,
I did my way
Yes, there were times, I'm sure you know
When I did all much more than
I could do
But threw it all, when there was doubt, on everyday
And it's not enough, I faced it all
And as big as all did my way.
Oh, I've laughed and cried, had my fill my share of losing
And now, as tears subside, counted also music
To think like the old lad
And may I say not in a sky away,
Oh, no no no, You're not me, I did it my way.
What is a man, what have he got
If not himself, and he had not to may the things
He truly feels not words of one for use
With that shows, I took the blows and did it my way!
Nina Simone
Gosto das segundas feiras trazem-me um outro fôlego, fazem-me acreditar que a vida corre nem que seja mais devagar. Deixo a tristeza de fim de semana.
6.7.08
Mesa de cabeceira X
O Desafio de Aristóteles
Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida
certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil.
ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco in Inteligência Emocional de Daniel Goleman
Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida
certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa não é fácil.
ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco in Inteligência Emocional de Daniel Goleman
30.6.08
26.6.08
Estória de uma Calhandreira
A calhandreira é uma rapariga (nunca uma mulher!) que fala de moda, mas veste-se mal, imagina que é artista mas não sabe o que é arte. Na maior parte das vezes fala alto, usa decotes ou mini-saias (não conhece outra maneira de se fazer valer), adora uma boa bijuteria de plástico.
A sua vida é feita de noites de copos e marcas de base, e o homem da sua vida é um carro topo de gama. Adora discotecas, qualquer uma. A calhandreira não gosta de música, só ouve aquilo que lhe dizem para ouvir. Tirando estas poucas ambições, a essencial é um dia ter dinheiro, justificando-o com uma carreira que supostamente quer ter.
È desportista no "botar faladura*", é por isso uma praticante do acto de calhandrar, espalhar rumores, bisbilhotar, alcovitar tendo tido sorte até então, e até tendo ganho algumas taças.( Desconfia-se portanto da idade mental e do interior dos indivíduos que as oferecem.)
A Calhandreira fala mal dos amigos, desculpando-os em seguida (para que pensem que até é uma rapariga compreensiva) e adora dizer coisas como: Eu é que sou tua amiga... eu nunca minto...( imagina-se a urgência da pobre beata em dizer estas coisas!) Afasta as pessoas dela e dos outros (espera-se que fique no seu castelo (que já foi bem bonito) sozinha!), mas dorme tranquilamente... adormece embalada por um livro da Margarida Rebelo Pinto ou do namorado o Paulo Coelho. È por isso uma rapariga cheia de cultura!!!
Não sei se tem amigas(os) (já que fala mal de todas(os)). È por isso uma rapariga cheia de valores!!! Tola também, porque pensa que tem muito juízinho.
*expressão gentilmente cedida por uma amiga.
Bárbara
Cozinhar a paz
1 chávena de calma
4 ovos cheios de amor
2 chávena de prazer com açúcar
1 colher (sopa) a transbordar amizade
1 pitada de simpatia
Raspa transparente
Preparação:
Amassa-se a calma à temperatura ambiente com as 2 chávenas de prazer com açúcar, quando estiverem bem ligados adiciona-se os ovos cheios de amor um a um e mexe-se com a colher de pau entre cada adição. Peneira-se a colher de sopa a transbordar amizade com o fermento e junta-se ao preparado anterior, por fim, a pitada de simpatia e a raspa transparente. Unta-se uma forma tipo chaminé e polvilha-se com farinha.
Leva-se ao forno a 180º durante a vida inteira se quisermos.
Dificuldade: Muita
Custo: Nenhum
Tempo: O que cada um precisar
Observações:
È uma receita que ajuda a deixar de ter medo do silêncio e da chegada da noite. Quando bem conservado, ajuda-nos a entender que não erramos tanto na vida quanto pensáramos. Adicionando cobertura de chocolate permanece durante mais tempo fresco. Não o precisamos de comer nem no passado, nem no futuro, somente no presente.
Resta ir sempre experimentando para que fique sempre melhor.
Bom apetite!
Bárbara
25.6.08
Impressões de umas horas (poucas) de praia...
Idade média da população passou a ser vinte anos, eu e a minha amiga, seguramente as únicas com a idade a pender para os trinta, só o grupo de solteirões ( os mesmos hà anos) com as suas barrigas grandes e peles envelhecidas das noites de copos eram abrangidos pela mesma idade. O resto das almas (?), todas a trabalhar seguramente.
:S
Bárbara
:S
Bárbara
Prioridades
24.6.08
23.6.08
So Tonight That I Might See
Come up crash with the muses fells dust into ash
Come so close that I might see the light inside me,
I might see
Let me hold you tight and arms tight and arms you lost your chance
Come so close that I might see the crash of light come down on me
With good luck
I'll find the dark, stop me now
Find me to your heart
Let me hold you tight like rain and sunshine on a rainy day
See the lights
Come so close that I might see, see the light come down on me
Searching like the fresh goes by small like wind refuse to die
Free me now so I can see the taste of wind who lock me
Does the wind indeed like me
Does the wind indeed like me
With good luck I find the dark stop me now
Find me to your heart
Let me hold you tight like rain and sunshine on a rainy day
Let me hold you tight and arms tight and arms you lost your chance
Come so close that I might see the crash of light come down on me
The crash of light come down on me
The crash of light come down on me
Let me hold you tight and arms tight and arms you lost your chance
Come so close that I might see the crash of light come down on me
With spin luck I'll find the dark stop me now find me to your heart
The crash of light come down on meSo tonight the crash goes by
Small like wind and refuse to die
The crash of light come down on me
Come so close that I might see, see the light come down on me
I hold you tight like rain
Sunshine on a rainy day
Sunshine on a rainy day
Mazzy Star
Come so close that I might see the light inside me,
I might see
Let me hold you tight and arms tight and arms you lost your chance
Come so close that I might see the crash of light come down on me
With good luck
I'll find the dark, stop me now
Find me to your heart
Let me hold you tight like rain and sunshine on a rainy day
See the lights
Come so close that I might see, see the light come down on me
Searching like the fresh goes by small like wind refuse to die
Free me now so I can see the taste of wind who lock me
Does the wind indeed like me
Does the wind indeed like me
With good luck I find the dark stop me now
Find me to your heart
Let me hold you tight like rain and sunshine on a rainy day
Let me hold you tight and arms tight and arms you lost your chance
Come so close that I might see the crash of light come down on me
The crash of light come down on me
The crash of light come down on me
Let me hold you tight and arms tight and arms you lost your chance
Come so close that I might see the crash of light come down on me
With spin luck I'll find the dark stop me now find me to your heart
The crash of light come down on meSo tonight the crash goes by
Small like wind and refuse to die
The crash of light come down on me
Come so close that I might see, see the light come down on me
I hold you tight like rain
Sunshine on a rainy day
Sunshine on a rainy day
Mazzy Star
22.6.08
Esconderijo XIV

Estou concentrada em prosseguir o meu caminho, não me distraías porque se não eu afasto-me nestas ruas tão pouco sinalizadas. (alguém me ajuda? precisava de informações!!) não vou mais por ali, não quero viver durante tempos compridos ao contrário, por aqui também não, nesta direcção inversa que me inclina para uma vida retratada num quadro borratado com pouca expressão.
E o desconhecido como se chama? Ajuda-me a encontrar o meu caminho?
E o desconhecido como se chama? Ajuda-me a encontrar o meu caminho?
Bárbara
21.6.08
20.6.08
Primeiro tijolo
Encontrei a casa onde quero viver para sempre, fica no último dia do mês de Janeiro.
Bárbara
18.6.08
Devaneios XIX
kokj geçkjbhvgf
Publicada por Bimba (a gata que encontrou nas moscas o seu parque de diversões e que ao que parece ansiava por fazer um post, não lhe deu título, eu mesma dou).
Publicada por Bimba (a gata que encontrou nas moscas o seu parque de diversões e que ao que parece ansiava por fazer um post, não lhe deu título, eu mesma dou).
17.6.08
Sonhos reveladores

Acariciaste as minhas asas e apertaste a minha mão contra a tua, como se fosse um momento que já mais esqueceríamos. Foi então que voei e tu perguntaste se podias vir comigo. Senti a tua respiração a subir-me o corpo enquanto os meus cabelos insistiam em mandar-te mensagens de amor. Fugia tanto, e tu puxavas-me para dentro de ti, como se eu fosse o teu corpo. Pensei que me pedias para ficar contigo, que me desejavas outra vez.
Eu sei ainda muito pouco.
Subo agora as colinas bem altas e as minhas asas às vezes quase que caiem, perdem força para se segurarem. Sou um anjo triste que percorre na solidão dos dias e das noites a proeza amorosa que sonho que me devolves.
Eu sei ainda muito pouco.
16.6.08
Esconderijo XIII
(in) Conveniências do estado febril
Ontem fui assaltada por uma enorme surpresa daquelas que nos fazem compreender melhor a poesia. Li de olhos fechados o " Aniversário" de Álvaro de Campos pela voz de Germana Tânger.
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!,
o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .
Pára, meu coração!
Não penses!
Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos
Bárbara
15.6.08
Alter Ego
(in) Conveniências do estado febril
O meu quarto transformou-se num carrossel, daqueles que rodam muito.
Deliro e sonho que ainda chamas o meu nome.
Deliro e sonho que ainda chamas o meu nome.
Vou dormir, mais!
Bárbara
14.6.08
12.6.08
"All I Want Is You"/ Barry Louis Polisar
Filme: Juno, Jason Reitman, EUA / Canadá / Hungria, 2007
Bom Filme, Excelente Banda-Sonora.
10.6.08
S.Pedro na Póvoa de Varzim/ Filantrópica
8.6.08
Metamorfose Ambulante
Ah Ah Ah!
Ah Ah Ah!
Ah Ah Ah!...
Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...
Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Do que ter aquela velha, velha
Velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo...
Carlos Seixas
Ah Ah Ah!
Ah Ah Ah!...
Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator...
Eu vou desdizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo...
Do que ter aquela velha, velha
Velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo...
Carlos Seixas
4.6.08
Vou ali e já volto
3.6.08
Mesa de Cabeceira IX
Sobre a Fenda/ Doris Lessing
Imagine uma sociedade perdida nos primórdios da história, que remonta ao início da criação e da qual não existem registos senão aqueles passados oralmente ao longo de gerações. Esta comunidade pré-histórica é exclusivamente constituída por mulheres, que não conhecem homens nem deles têm necessidade, e funciona de forma pacifica e harmoniosa, quase idílica. Imagine agora tudo o que poderá implicar para esta tribo o nascimento de uma criatura estranha: um bebé do sexo masculino. Esta é a premissa de que Doris Lessing parte para, numa prosa que evoca um registo encantatório, criar uma narrativa audaciosa que desafia qualquer classificação. O desenvolvimento de duas identidades distintas, feminina e masculina, é o palco para uma reflexão sobre um dos temas que mais inspiram esta autora ao longo da sua carreira: as relações entre ambos os sexos e que afectam toda a nossa vida. (...)
Editorial Presença
29.5.08
26.5.08
O no-esquecimento subscreve
Do acordo ortográfico
Serve o presente texto para expor em breves palavras a minha posição sobre a adopção do acordo ortográfico mais recente, uma vez que me manifestei contra ele neste mesmo blog sem grande explicação. Em primeiro lugar referir que a sua adopção e a minha consequente posição sobre a sua adopção puxou por um lado supostamente nacionalista que eu não tenho e que refuto de todo. Há que ser crítico pelas razões que julgo certas e não por influência de determinados folclores políticos que são uma anedota per si. Assim, estou perfeitamente convicto – mesmo pela minha formação académica, bem como pelos estudos que tenho efectuado – que as manifestações culturais de uma determinada cultura obedecem, a priori, à dinâmica estabelecida entre as pessoas dessa cultura e a geografia onde esta se manifesta. No caso da língua portuguesa, nas suas múltiplas formas evolutivas, bem como na evolução específica das suas vertentes multi geográficas, estabeleceram-se diferenças por influência político-territorial que agora se tentam unificar. Um erro crasso a meu ver. Um erro porque, sendo adoptado por todas as culturas geograficamente distintas, o acordo desembocará inevitavelmente em novas especificidades geo-políticas, talvez de uma forma bem mais rápida do que se possa julgar. Se tanta gente diz que a sua pátria é a sua língua, eu afirmo que a minha língua é o território político onde a aprendi. Alterá-la com o intuito de forçar a sua unificação politica e territorial é querer de todo remar contra a maré, uma vez que as distintas formas de como a língua evoluiu obedeceu a uma evolução de séculos e, mesmo quando determinada por factores políticos – veja-se a independência dos PALOP’s – foi beber à evidência regional que essas línguas portuguesas já apresentavam. Por isso, acho, sejamos sérios. Pensemos nos argumentos contrários, como por exemplo as próximas gerações aprenderem o português deste acordo e rapidamente o adoptarem como certo. Também rapidamente o acordo será adoptado de diversas formas, de acordo com os diversos países onde se fala a língua. É óbvio que assim aconteça. O resultado será então que se assassinaram diversas línguas com um intuito de globalização, que nunca existe no plano da prática usual da língua e que, tenho a certeza, evolui muito mais rápido no plano prático da comunicação oficiosa do que na lenta e oficial forma de falar e escrever dos governantes. Tento falar e escrever a minha língua cada vez com mais perfeição, fazendo justiça a toda a sua evolução que me antecedeu e respeitando por isso toda a carga histórica que a compõe, que me compõe a mim, que dela sou filho. Não me obriguem a destruí-la em prol de vontades políticas obscuras, que não justificam as verdadeiras razões pela qual a adoptam. Assim, apelo ao boicote do acordo ortográfico, com o mesmo argumento com que sou contra a manipulação genética de seres humanos. Deixem a evolução seguir o seu plácido ritmo.
Alexandre Valinho in http://homensnaochoram.blogspot.com/
Luta de galos

Agora existem galos para todos os gostos. Galos mais tradicionais, mais modernos, artesanais, com música e sem música, até sem crista se quiserem. " È a loucura de Gama levada ao extremo e o humor mais eficaz aplicado a toda uma nação de galos frustrados. Assumam-se galos de Barcelos, de Lisboa, de Vila Real de Santo António. Libertem-se galos dourados, de chocolate ou de cabedal. Saiam da capoeira! Da Cock-House! È a vossa oportunidade de exibirem a crista que há em vós."*
Imaginem só... o último galo que eu conheci até falava brasileiro e não se deixem enganar porque nem sequer era tão bonito como o Chico Buarque!!! ;)))
*Umbigo número 24.
Bárbara
25.5.08
Esconderijo XII
As noites agora são longas e desembaraçadas de constrangimentos, dotadas de uma liberdade que não sei gozar...nunca estive habituada a este modo tão livre de ser. Um jeito retorcido que não me deixa sonhar, bloqueia-me a alma e exacerba infindáveis pensamentos que se deitam quando o sol já espreita. Às vezes quase que dou por mim a cair mesmo deitada, confundo as pernas com a cabeça, fico partida e nem o meu pijama tão branco me traz mais luz.
Conservo-me nos meus olhos tristes, e tento fechar uma porta resistente com um puxador fora de moda que me aprisiona e vai metamorfoseando o meu coração. O coração que é só um músculo. Isto soa assim...
Confundo as recordações, e já não existem dias perfeitos, já não canto: Just a perfect day / I`m glad I spent it with you/ Oh, such a perfect day: you just keep me hanging on(…)*
És agora o artista das representações baratas, que suspende malabares mal equilibrados e que estão na iminência de caírem. O músico das canções tristes. O poeta de palavras intervaladas, de espaçamentos laaaaaaaaaaargos que fazem ecos de um silêncio aterrador. O pintor dos cenários negros. És a louca sensação de um engano, és um recado sem mensagem...
Conservo-me nos meus olhos tristes, e tento fechar uma porta resistente com um puxador fora de moda que me aprisiona e vai metamorfoseando o meu coração. O coração que é só um músculo. Isto soa assim...
Confundo as recordações, e já não existem dias perfeitos, já não canto: Just a perfect day / I`m glad I spent it with you/ Oh, such a perfect day: you just keep me hanging on(…)*
És agora o artista das representações baratas, que suspende malabares mal equilibrados e que estão na iminência de caírem. O músico das canções tristes. O poeta de palavras intervaladas, de espaçamentos laaaaaaaaaaargos que fazem ecos de um silêncio aterrador. O pintor dos cenários negros. És a louca sensação de um engano, és um recado sem mensagem...
* "Perfect Day", Lou Reed
Foto: your kiss wont make me by hollyjphotography
Bárbara
24.5.08
21.5.08
20.5.08
Esconderijo XI

Crio as minhas novas rotinas livre de belas ou tristes histórias segura somente pelas minhas mãos bloqueadas pela ansiedade do tempo. Oculto-me dos cafés cheios de pessoas que não conheço, das ruas que me viram crescer, e da maresia que me acorda todas as manhãs, e assim saúdo o silêncio do meu coração assustado. Afasto-te da minha lua de mel e olhas-me de alma partida que transcende as minhas lamentações vazias...fecho os olhos e encolho as pernas e recordo dias melhores sem promessas.
Bárbara
18.5.08
NOVA BÁRBARA ESCRAVA
Barborinha uma crioula.
Faz de bahiana evocada
Num hotel de vidro e avenca;
Usa torço cor-de-rosa,
Pano-da-costa fingido,
Chambre crivado no seio:
Seu balangandã preserva-a
Bem menos que seu enleio.
Para não ver os meus olhos
– Figa branca, figa preta-
Atira-as pra trás nas costas,
Tão bem, que só vê diante
A cuia do vatapá:
Mas eu sei quantas pancadas,
Vindo assim, seu peito dá.
Peixinho moreno, pula
No aquário do hotel de luxo
Como gota de água ao céu:
Tem vergonha de ser mate,
O seu passo é como um véu.
Barborinha é uma crioula
(Mulatinha era demais):
As cores, à parte, são várias:
Unidinhas, são iguais.
Vem servir-me cor-de-rosa,
Parda me serve xinxim
(Pérfido, atraso o jantar Fitando-a entro e mim).
Mas o que serve em verdade
A Barborinha morena,
Na sua saia bahiana
Com roda de campainha,
Não é o envisco que comem
Os peixes do hotel de vidro,
Mas a sua graça apenas.
Tão quente (sendo ela fria)!
E as mãos! as mãos! – tão pequenas,
Tão pequenas, que eu diria
Que as fazem penas – e fogem
As aves que há na Bahia!
Vitorino Nemésio
A Poesia ao Domingo transforma o vazio do coração em recordações que transbordam em flores. :)
Bárbara
Faz de bahiana evocada
Num hotel de vidro e avenca;
Usa torço cor-de-rosa,
Pano-da-costa fingido,
Chambre crivado no seio:
Seu balangandã preserva-a
Bem menos que seu enleio.
Para não ver os meus olhos
– Figa branca, figa preta-
Atira-as pra trás nas costas,
Tão bem, que só vê diante
A cuia do vatapá:
Mas eu sei quantas pancadas,
Vindo assim, seu peito dá.
Peixinho moreno, pula
No aquário do hotel de luxo
Como gota de água ao céu:
Tem vergonha de ser mate,
O seu passo é como um véu.
Barborinha é uma crioula
(Mulatinha era demais):
As cores, à parte, são várias:
Unidinhas, são iguais.
Vem servir-me cor-de-rosa,
Parda me serve xinxim
(Pérfido, atraso o jantar Fitando-a entro e mim).
Mas o que serve em verdade
A Barborinha morena,
Na sua saia bahiana
Com roda de campainha,
Não é o envisco que comem
Os peixes do hotel de vidro,
Mas a sua graça apenas.
Tão quente (sendo ela fria)!
E as mãos! as mãos! – tão pequenas,
Tão pequenas, que eu diria
Que as fazem penas – e fogem
As aves que há na Bahia!
Vitorino Nemésio
A Poesia ao Domingo transforma o vazio do coração em recordações que transbordam em flores. :)
Bárbara
17.5.08
Fundação de Serralves
VINIL - GRAVAÇÕES E CAPAS DE DISCOS DE ARTISTA10 Mai - 13 Jul 2008 - MUSEU
"Com a expansão da expressão artística para o campo do som e do aspecto visual da gravação e das suas capas, a banal capa de disco tornou-se definitivamente um objecto de culto. Esta exposição apresenta gravações visuais e acústicas de artistas plásticos, registadas desde os anos 20 até ao presente. Também se exibe documentação de uma grande variedade de experiências sonoras e linguísticas, frequentemente no limite daquilo que se entende como música."
Comissário: Guy SchraenenExposição organizada pelo Research Centre for Artists' Publications / Neues Museum Weserburg Bremen, Germany e pelo Museu d’Art Contemporani de Barcelona, Espanha
in www.serralves.com
16.5.08
14.5.08
13.5.08
10.5.08
Velvet Painting

Come, come, come
We’re all on the run
No one sleeps at night
The phones all ring
The sirens sing
The stars seem extra bright
And the buildings all light up like ornaments
In some black velvet painting over the bed
I want to grab you and tell you
Be happy we found someone to love
‘Cuz out here it never seems to be enough
Yeah, out here it never seems to be enough
No it never never never never never never is enough
Alina Simone
Foto: Alina Simone
4.5.08
3.5.08
Esconderijo XI
Madame Tutli-Putli
Espreitem esta MARAVILHA! Apaixonei-me!
Madame Tutli-Putli, Chris Lavis e Maciek Szczerbowski, 2008
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