3.5.08

Esconderijo XI


Precisada de uma lavagem cerebral. Urgente e agressiva! Que tire nódoas ressequidas de tão antigas que são, e que não deixe nenhuma das minhas cores desbotada.
Bárbara


Imagem:

Madame Tutli-Putli



Espreitem esta MARAVILHA! Apaixonei-me!

Madame Tutli-Putli, Chris Lavis e Maciek Szczerbowski, 2008

30.4.08

Jazz ao Centro/ V Edição- Encontros Interncionais de Jazz de Coimbra 2008

Após quatro edições no formato bianual o ano de 2008 acarreta significativas novidades na orgânica do “Jazz ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra”.
Doravante, o evento realizar-se-á em plena Primavera, concentrando-se a sua programação nas duas primeiras semanas de Junho. Visando o reforço da dinâmica da Alta e Baixa Coimbrãs, o “Jazz ao Cento” traz a animação para as ruas, com os quatro principais concertos a decorrer nas Escadas do Quebra Costas e as seis sessões “fora-de-horas” no seu “habitat natural”, o Salão Brazil. A ligação entre estes dois espaços procura envolver de forma o mais directa possível os que habitam e trabalham nestes locais e, ao mesmo tempo, captar a atenção de todos os Conimbricenses e de todos quantos visitam a cidade. Implantado bem no seio deste eixo, junto à Sé Velha, o Ateneu de Coimbra, colectividade fundada em 1940 e com uma assinalável actividade no sector cultural, será palco do concerto inaugural do “Jazz ao Centro”.
Em colaboração com a Universidade de Coimbra e o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) este festival abraça, em 2008, novos desafios, incluindo na sua programação um pequeno ciclo de cinema documental e uma palestra versando a temática da Arte, Ciência e tecnologia no contexto das músicas improvisadas. O TAGV acolhe ainda um concerto, bem como uma das seis exposições de fotografia e design gráfico previstas no programa. Animação de rua (com pequenas actuações, um espectáculo educativo e através de uma emissão radiofónica dedicada transmitida em circuito fechado para a Baixa da cidade) e o envolvimento dos lojistas (através de um percurso fotográfico nas diferentes montras) contribuirão, simultaneamente, para divulgar a iniciativa e aproximá-la dos cidadãos.
2 a 15 de Junho de 2008

Bela oportunidade para gozar Coimbra e matar saudades...;))))

22.4.08

Bons Vícios

Beber margaritas e enrolar caracóis!!!!
Fotografia: Death Proof, Quentin Tarantino, 2007

16.4.08


Pela manhã é que eu iria


pela última vez


Iria sem saber onde a estrada leva.


E a sede.



Eugénio de Andrade, in Matéria Solar

Foto: To the light by blackpixie´s

10.4.08

9.4.08

Sebastião Salgado



"Espero que tanto como indivíduos, grupos ou uma sociedade, façamos uma pausa para pensar na condição humana na virada do milênio. Na sua forma mais brutal, o individualismo continua sendo uma fórmula para catástrofes. É preciso repensar a forma como coexistimos no mundo."
Trabalho de Sebastião Salgado:http://www.terra.com.br/sebastiaosalgado/





28.3.08

Gozos Caseiros





Filme: Caramel, Nadine Labaki





Devaneios XVI

Fico assim muitas vezes... desfocada com as palavras do outro lado de uma linha que parece que não conheço mais.

Bárbara

21.3.08

Ne dis rien



Serge Gainsbourg com Anna Karina

Encontro perfeito!

20.3.08

Gozos Caseiros


Foto: Revista Umbigo, nº24.

Auto-retratos


Foto:Bárbara Pedrosa, Póvoa de Varzim, Dezembro de 2006.

Devaneios XV


Ultimanente perco demasiado tempo a limpar os olhos!

Bárbara
Foto: Vanessa Paradis

15.3.08

Here Comes the Sun



Nina Simone

Devaneios XIV



Hoje, deito-me mais colorida...

Bárbara

11.3.08

Avarias da Alma


Passeio pelos recantos que me acompanharam durante muito tempo e entrego-me às saudades que me avariam a alma. Não me conserto porque gosto delas.
Empresto-me às gargalhadas dos bons momentos e entrego-me sem hesitações à alegria que estas recordações me trazem.
Arrepio-me e gosto, não descanso e não me direcciono porque assim conservo a inconstância daquele que é, o meu mais louco espaço-vivido.

Bárbara


Foto: Bárbara, República dos Inkas, 2006



Porque as celebrações estão na alma e em mais lado nenhum...
Post publicado anteriormente em Outubro de 2006.

9.3.08

Sugestões que valem a pena


Título português: A rapariga que inventou um sonho.
;)

Compras que valem a pena



Desde, 1839, tecem-se, deste modo, laços estreitos entre Paris e a Fotografia. Um verdadeiro romance de amor liga-nos ao longo das décadas e permite-nos hoje em dia expor a dupla história de uma cidade prestigiosa e de uma arte nova que se distingue a descrever, segundo Goethe, " uma vida universal onde cada passo sobre uma ponte, sobre uma praça, relembra um grande passado onde em cada esquina da rua se desenrolou um fragmento da história.
Paris, Mon Amour, Taschen

5.3.08

COMO MATAR OS INOCENTOS

Semana sim semana sim, nas aulas de arte, Mr.B. obrigava-nos a desenhar letras dolorasamente nítidas. Tinha tudo a ver com seguir regras e manter a tinta entre linhas direitas. O mais exactozinho, melhor. Até aos 16 anos de idade, eu pensava que ser artista era ter sapatos a brilhar e vincos perfeitos nas calças. Nunca nos foi mostrada uma imagem minimamente surpreendente. Desenhar uma coisa nova, que ideia! Num período em que a performance e a arte conceptual excitava e irritava pessoas de Tokyo a Nova Iorque, um estagiário que nos ensinou a fazer impressões de batatas fez-nos pensar que estávamos envolvidos em actividades subversivas.
(...)
Mr.C ensinou-me tudo o que eu sei sobre a deslocação da àgua e a trajectória dos pêndulos. No entanto, sendo um fervoroso alpinista, passava a maior parte do tempo a demonstrar como se negociava a encosta norte do quadro. A sala de aula existia como paisagem do seu ego. Os que não suspiravam espanto pela sua arte, corriam o risco de serem punidos.
(...)
Com a idade de 14 anos aprendi que os estudantes de história eram fotocopiadoras humanas. Mr. H estacionava-se a si próprio em frente da turma e retirava de uma decrépita pasta algumas também decrépitas folhas de onde lia m u i t o d e v a g a r. O nosso trabalho enquanto alunos era anotar as suas palavras ipsis verbis. isto aconteceu duas vezes por semana durante dois anos. Nós anotávamos " a verdade, toda a verdade enada mais do que a verdade" sobre os grandes ditadores do século 20 tal qual como nos dita Mr. H., decorávamos e regurgitávamos e era-nos dito que éramos bons rapazes. Na peça de Shakespeare Henrique IV Parte Dois, o rei, no seu leito de morte, aconselha o seu herdeiro a " busy giddy minds/ With foreign quarrels" ( Ocupar as mentes curiosas/ Com discussões alheias). Podia ter sido este o mote de Mr. H..
John Havelda, "Reler"

Sem título

Quem manda na vida agora sou eu.

Imagem: Roy Lichtenstein, Yey You.

Bárbara



3.3.08

Devaneios XIII


Por favor, não pares!!!!
Foto: Cocktail smooches, 1934.

28.2.08

O corpo das mulheres # 3

Concordo, é um tema quente. Mas só um? Olhem em volta, há uma grande variedade. O meu por exemplo.
Levanto-me de manhã. O meu tema está de rastos. Borrifo-o com água, escovo umas partes, esfrego outras com uma toalha, deito-lhe pó de talco, junto-lhe óleo. Meto o combustível e lá vai o meu tema, o meu tema tópico, o meu tema controverso, o meu tema abrangente, o meu tema coxo, o meu tema míope, o meu tema com dor de costas, o meu tema mal comportado, o meu tema ordinário, o meu tema escandaloso, o meu tema envelhecido, o meu tema que isso nem pensar e de qualquer modo ainda não sabe soletrar, enfiado num casacão grande de mais e numas botas de inverno já muito usadas, numa correria pelo passeio fora, como se fosse carne da minha carne, sangue do meu sangue, à caça do que se não vê, um abacate, um autarca, um adjectivo, esfomeado como sempre.
Margaret Atwood, O corpo das mulheres.

Persepolis

Realização: Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud.
Vozes: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian, Gabrielle Lopes Benites, Gabrielle Lopes, François Jerosme.
Nacionalidade: França, 2007.

18.2.08

Back to Black



Amy Winehouse

14.2.08

Valentine´s Day



My funny valentine...

Sweet, comic valentine...

make me smile with my heart

Your looks are laughable, unphotographableyet

your my favorite work of art

Is your figure less than Greek?

Is your mouth a little weak?

When you open it to speak,

are you smart?

But don't change a hair for me

Not if you care for me

Stay little valentine

Stay

Each day is valentine's day.

Is your figure less than Greek?

Is your mouth a little weak?

When you open it to speak,

Are you smart?

But don't change a hair for me

Not if you care for me

Stay little valentine

Stay

Each day is Valentine's Day


Frank Sinatra

12.2.08

este é um post FONA


Roy Lichtenstein, Good Morning Darling, 1964

11.2.08

Mesa de Cabeceira VIII

O meu pai nunca me deixou entrar aqui. Devia sentar-se na cadeira de baloiço e olhar do postigo o jardim lá em baixo, o portão, a rua, eu pequena a brincar às fadas com a minha irmã no rebordo do lago. Aos domingos abria a gaveta da cómoda, remexia papéis até escutarmos o tilintar da argola, subia as escadas do sótão a procurar a chave no meio das outras chaves

(tal como hoje, agora que ninguém me proíbe, abri a gaveta, remexi papéis até escutar o tilintar da argola e subi as escadas a procurar a chave no meio das outras chaves)

não entres tão depressa nessa noite escura, António Lobo Antunes

CAT POWER / JUKEBOX

10.2.08

30.1.08

Manhã

Hoje acordei com flores do campo no colo que emanam sínteses incompletas daquilo que sou. Nem eu, as Margaridas e as Hortênsias, nem as copas das árvores desnudas que espreitam curiosas, despertas pelo cheiro do café matinal, me conhecem tão bem.
Tu conheces-me, desarmas-me em acanhamentos que trespassam as vergonhas de uma criança. Corro pelo teu destino como se rebolasse em vales apinhados de cores e águas que perdem o seu tino.
Fico quieta e deixo-me encantar pela sonância da natureza. Fecho os olhos, aperto-os mesmo contra o coração, e trago-te comigo num quotidiano inventado por mim.

Bárbara

29.1.08

Esconderijo X

O meu olhar mais branco, a minha jóia mais transparente como a pérola dos meus sonhos.

Johannes Vermeer, The Girl With The Pearl Earring (1665).

23.1.08

Bárbara

Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar

O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva

Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar

Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, como uma hemorragia

Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara


O meu nome na voz de Chico Buarque. :))))

Devaneios XII

A sincronia das minhas certezas tombam nos detalhes do teu coração.
Bárbara

22.1.08

- Cuidado!! Vou esbarrar-me contra ti!
Bárbara

19.1.08

My Blueberry Nights/ Wong Kar Wai

Falta menos de um mês para conseguirmos assistir a mais uma obra do MESTRE...as expectativas são grandes.

17.1.08

Toothpaste Kisses



The Maccabees

Fine Romance


A fine romance, with no kisses
A fine romance, my friend this is
We should be like a couple of hot tomatoes
But you're as cold as yesterday's mashed potatoes
A fine romance, you won't nestle
A fine romance, you won't wrestle
I might as well play bridge
With my old maid aunt
I haven't got a chance
This is a fine romance

A fine romance, my good fellow
You take romance, I'll take jello
You're calmer than the seals
In the Arctic Ocean
At least they flap their fins
To express emotion
A fine romance with no quarrels
With no insults and all morals
I've never mussed the crease
In your blue serge pants
I never get the chance
This is a fine romance

Billie Holiday

Na companhia desta senhora, entretenho-me a pintar os lábios de vermelho.

na minha mala

Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino. Hoje pedem-me beijos redentores e de amor absoluto que não te posso dar, desafio a chuva que me ajuda acreditar na fotografia dos teus olhos, e assim, não fecho o sol. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. Na quimera do teu nome, desprezo o futuro, tal como me pedes, e sossego na tranquilidade do meu ombro cheio de paz.
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, afrontam-me histórias que calo, não te posso contar, voo com a minha gabardina molhada e encanto-me com os contos que não se abrem dentro de ti, e mergulho entre alguns sorrisos tristes. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. Na magia do meu jazz, encanto-me com a estranheza de um amor que não entendo, concilio-me com a vida, e bebo o trago de dias mais profundos, vermelhos e de aroma mais agradável como o meu vinho.
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, convidam-te para dançares, não me deixas guiar-te, e lá me vou equilibrando sozinha, não tão bem como uma trapezista de circo, aprendi alguns passos, mas sou sempre muito distraída com as lições. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. No desencontro dos nossos tempos, morres-me todos os dias um bocadinho, tento salvar essa morte com confianças que tingiram o meu livro tão branco. O branco é a minha cor preferida, sabias?
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, ausculto-me dentro da minha alma e do meu corpo, e vou pensando na fortuna do amor inteiro que tarda em chegar…

Bárbara

10.1.08

"Elephant Gun"



Beirut

;)


- Vou mais tarde. Agora vou ficar por aqui a fumar a minha liberdade.
Bárbara

9.1.08

Quero voltar aos dias...

... onde não existem limites para os sonhos, quero os meus dias de Amélie Poulain.

Bárbara

8.1.08

A matéria das palavras

Estamos aqui. Interrogamos símbolos persistentes.
É a hora do infinito desacerto-acerto.

O vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.

Confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
Há uma embriaguês de luto em nossos actos-chaves.

Aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.

Cheios de ávidas esperanças sobrevoamos
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.

Com arriscada atenção aspiramos à ditosa notícia de uma
perfeição
especialista em fracassos.

Estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes.

Ana Hatherly
O Pavão Negro

5.1.08

;)


A vida é o meu parque de diversões!

Bárbara

Esconderijo IX

Adianto-me tantas vezes no mundo carregada de sonhos e de medos. Tremo muito na companhia dos meus joelhos! O laconismo dos passos comovem-me atipicamente, fazem-me esbarrar.
Tropeço nos desapontamentos, nas notas de rodapé que estilhaçam aquilo que sou...nesses momentos sinto que morro e volto a nascer de novo, mais equilibrada nos meus saltos sempre tão baixinhos, mas tão pouco estáveis.
Tenho caminhado sempre muito cheia de ecos, dos tempos que foram e daqueles que chegam. Construindo as protagonistas da minha história, cheias de cores e de luzes, andam comigo nas ruas e fogem dos mesmos labirintos que eu, querem-se sempre fazer melhores, as minhas heroínas chamam-se emoções.

Bárbara


3.1.08

Devaneios XI

Eu tenho um amigo que nunca se esquece de mim e que gosta de dançar no mundo sentado numa ilha no meio do Atlântico.
Gosto de abraçar as tuas recordações na doçura da tua Amizade.


Bárbara

Let's get out of this country



Camera Obscura

Os meus pés cheiram a pastilha elástica!


Bárbara
;)

25.12.07

Merry Christmas to you...



Chestnuts roasting on an open fire,
Jack Frost nipping at your nose,
Yuletide carols being sung by a choir,
And folks dressed up like Eskimos.

Everybody knows a turkey and some mistletoe,
Help to make the season bright,
Tiny tots with their eyes all a-glow,
Will find it hard to sleep tonight.

They know that Santa's on his way
He's loaded lots of toys and goodies on his sleigh,
And ev'ry mother's child is gonna spy,

To see if reindeer really know how to fly.

And so I'm offering this simple phrase,
To kids from one to ninety-two,
Although it's been said
Many times,
Many ways
Merry Christmas to you.

[musical interlude]

And so I'm offering this simple phrase,
To kids from one to ninety-two,
Although it's been said
Many times,
Many ways
Merry Christmas to you.


Christmas Song, Nat King Cole

Foto: Robert Doisnaeu

No Natal voltamos a ser crianças...

The Christmas Song



Shigeru Umebayashi

19.12.07

Gozos Caseiros


Imagem: Les Amants réguliers, Philippe Garrel, 2005

14.12.07

Sad Song



Au Revoir Simone

11.12.07

Devaneios X

As minhas pernas são música.

Fotografia: Ben Christopher, Piano Legs

Ambiências


os meus pés tímidos andam sozinhos na companhia do sol/ sufocam-se de ternura com as novidades do vento/ espreitam os trilhos invernais/ bóiam nas poças de água transparentes/ movem-se com o meu nariz aprumado/ os meus olhos vivem dentro de uma canção de amor/ saem de casa atrevidos/ beliscam-se com os sorrisos abertos das pessoas/ guardam à pressa fotografias nos paladares da memória/ bebem chá de Lúcia-lima com Chet Baker/ diluem-se na magia da vida…


Fotografia: Chet Baker de mãos dadas comigo...

Bárbara

5.12.07

Au revoir Simone

Backyards

Baby tell me please
Is this a dream
Spending the night with you
Beneath the cherrie trees
Just make a wish and every thing comes true
Out the windows of my bedroom
Through the backyards of our neighbors
But i didnt leave you waiting
There was endless concentration
Then the moon swept down to greet us
It was warm and made of flowers
Into vines that barely reached us
Climbing higher than forever
Baby tell me please in knowing this cause showing never tells
Was it just s breeze, was it a kiss
Breathless ecquisite chills
Beijo a chuva que se intromete nos meus dias de Primavera e embrulho-me na música que me protege...
Bárbara

3.12.07

Consumir-te compulsivamente...

Jean Luc Godard

30.11.07

Come to me



Koop

28.11.07

Sem título

Fuga para uma depressão anunciada.
Bárbara

26.11.07

25.11.07

20.11.07

Mesa de cabeceira VII

« Outros que não eu teriam falado de «raízes»... Não emprego esse vocabulário. Não gosto da palavra «raízes» e da imagem ainda menos. As raízes enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas; mantêm a árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma chantagem: «Se te libertas, morres!»As árvores têm que se resignar, precisam das suas raízes; os homens não. Respiramos a luz, cobiçamos o céu e quando nos metemos na terra é para apodrecer. A seiva do solo natal não nos sobe pelos pés em direcção à cabeça, os pés só nos servem para andar. Para nós só as estradas contam. São elas que nos guiam - da pobreza à riqueza ou a outra pobreza, da servidão à liberdade ou à morte violenta. Elas fazem-nos promessas, levam-nos, empurram-nos e depois abandonam-nos. E então morremos, tal como nascemos, à beira de uma estrada que não escolhemos.»
Origens, Amin Maalouf

Fico muito tempo assim...


Abrigo amavelmente as maças do teu rosto e caio na completude do teu olhar como a chuva nas poças de água. Fico muito tempo assim… e divirto-me a reconstruir memórias que estico para sempre.
Bárbara

Fotografia: Musician in the Rain, Robert Doisneau

16.11.07

Little Star



Stina Nordenstam

14.11.07

Esconderijo IX


- Gosto de fumar na doçura do teu ombro...

- ...também gosto, assim ao de leve.

- Resta-me tudo, restas-me tu. Vou para ti e não volto. Posso provar-te?

- À hora marcada.


Bárbara

Fotografia: Vivre Sa Vie, Jean-Luc Godard, 1962

13.11.07

TRUE LOVE


Wandering eyes stare at me

The look is weird

But fixed at me

I'm on it

Tell me it is true love!


Falling into a dream of harmony

Can't get clean and tidy now

Tell me it is true love!


Brush the hair aside

Faces are visible

It growes a flower in

Tell me it is true love!


Music plays for me

I've never heard it this way beforeStrange...

Tell me it is true love!


I have fallen in love

Mirror showes a beautiful tree

Beautiful me

Tell me it is true love!
Hanne Hukkelberg
Fotografia: Juicy by Blackpixie

Fotografia


Fotografia: Marlene Dietrich e Greta Garbo

As Divas de Cinema que segundo Emanuel Ungaro não existem mais...
in Público 13-11-07

3.11.07

Devaneios IX




Louis Garrel/Marcello Mastroianni

nem por este nem por aquele...

1.11.07

Anna Karina rocks out

Ideias mestras

"Só me sinto longe de certas orientações da moda, que seduzem por isso alguns jovens geógrafos, de uma Geografia humana que estuda relações isoladas em espaços teóricos e abstractos, quando não há implantação ou actividade humana (mesmo a espiritual) de todo desligada de um quadro físico que a sustenta e em larga parte condiciona. [...]. A minha Geografia humana – ou antes, a face humana da Geografia – é feita com todos os sentidos: a visão que abrange os conjuntos e discerne e analisa pormenores significativos, o ouvido que surpreende o tilintar distante do rebanho ou o barulho agressivo da circulação mecânica, o cantar dos galos que anuncia o lugar próximo ou o silêncio de aldeias hindus, onde não se criam animais para o pecado de matá-los, o odor inconfundível dos bazares muçulmanos, composto principalmente do aroma das especiarias, que também se sente nos mercados do Brasil ou do México, o cheiro a mijo do deserto por onde passou ou acampou a caravana, o fartum estival da multidão comprimida no metropolitano, o incomparável acetinado das peles pretas sobre que tantas vezes estala o chicote [...], os sabores da cozinha popular, onde, como na Bahía, se combinam ingredientes originários das três partes do mundo – ponto de partida para o estudo de encontro e sedimentação de civilizações. Homo sum: humani nihil a me alienum puto! Mas como tudo isto está longe da Teoria económica em que se inspira uma das correntes da Geografia humana, onde os homens se diluem em relações quantitativas ou geométricas abstractas – sem negar a precisão e a pertinência de algumas das suas análises. Mas, fiel às ideias mestras da minha vocação, procuro manter-me também fiel à minha juventude liberal e tolerante”.


Orlando Ribeiro

Memórias de um Geógrafo, 2003


Fotografia: Orlando Ribeiro, Ilha do Corvo, Açores