
9.4.08
28.3.08
Devaneios XVI
21.3.08
20.3.08
15.3.08
11.3.08
Avarias da Alma

Passeio pelos recantos que me acompanharam durante muito tempo e entrego-me às saudades que me avariam a alma. Não me conserto porque gosto delas.
Empresto-me às gargalhadas dos bons momentos e entrego-me sem hesitações à alegria que estas recordações me trazem.
Arrepio-me e gosto, não descanso e não me direcciono porque assim conservo a inconstância daquele que é, o meu mais louco espaço-vivido.
Bárbara
Foto: Bárbara, República dos Inkas, 2006
Porque as celebrações estão na alma e em mais lado nenhum...
Post publicado anteriormente em Outubro de 2006.
9.3.08
Compras que valem a pena

Desde, 1839, tecem-se, deste modo, laços estreitos entre Paris e a Fotografia. Um verdadeiro romance de amor liga-nos ao longo das décadas e permite-nos hoje em dia expor a dupla história de uma cidade prestigiosa e de uma arte nova que se distingue a descrever, segundo Goethe, " uma vida universal onde cada passo sobre uma ponte, sobre uma praça, relembra um grande passado onde em cada esquina da rua se desenrolou um fragmento da história.
Paris, Mon Amour, Taschen
5.3.08
COMO MATAR OS INOCENTOS
Semana sim semana sim, nas aulas de arte, Mr.B. obrigava-nos a desenhar letras dolorasamente nítidas. Tinha tudo a ver com seguir regras e manter a tinta entre linhas direitas. O mais exactozinho, melhor. Até aos 16 anos de idade, eu pensava que ser artista era ter sapatos a brilhar e vincos perfeitos nas calças. Nunca nos foi mostrada uma imagem minimamente surpreendente. Desenhar uma coisa nova, que ideia! Num período em que a performance e a arte conceptual excitava e irritava pessoas de Tokyo a Nova Iorque, um estagiário que nos ensinou a fazer impressões de batatas fez-nos pensar que estávamos envolvidos em actividades subversivas.
(...)
Mr.C ensinou-me tudo o que eu sei sobre a deslocação da àgua e a trajectória dos pêndulos. No entanto, sendo um fervoroso alpinista, passava a maior parte do tempo a demonstrar como se negociava a encosta norte do quadro. A sala de aula existia como paisagem do seu ego. Os que não suspiravam espanto pela sua arte, corriam o risco de serem punidos.
(...)
Com a idade de 14 anos aprendi que os estudantes de história eram fotocopiadoras humanas. Mr. H estacionava-se a si próprio em frente da turma e retirava de uma decrépita pasta algumas também decrépitas folhas de onde lia m u i t o d e v a g a r. O nosso trabalho enquanto alunos era anotar as suas palavras ipsis verbis. isto aconteceu duas vezes por semana durante dois anos. Nós anotávamos " a verdade, toda a verdade enada mais do que a verdade" sobre os grandes ditadores do século 20 tal qual como nos dita Mr. H., decorávamos e regurgitávamos e era-nos dito que éramos bons rapazes. Na peça de Shakespeare Henrique IV Parte Dois, o rei, no seu leito de morte, aconselha o seu herdeiro a " busy giddy minds/ With foreign quarrels" ( Ocupar as mentes curiosas/ Com discussões alheias). Podia ter sido este o mote de Mr. H..
John Havelda, "Reler"
3.3.08
28.2.08
O corpo das mulheres # 3
Concordo, é um tema quente. Mas só um? Olhem em volta, há uma grande variedade. O meu por exemplo.
Levanto-me de manhã. O meu tema está de rastos. Borrifo-o com água, escovo umas partes, esfrego outras com uma toalha, deito-lhe pó de talco, junto-lhe óleo. Meto o combustível e lá vai o meu tema, o meu tema tópico, o meu tema controverso, o meu tema abrangente, o meu tema coxo, o meu tema míope, o meu tema com dor de costas, o meu tema mal comportado, o meu tema ordinário, o meu tema escandaloso, o meu tema envelhecido, o meu tema que isso nem pensar e de qualquer modo ainda não sabe soletrar, enfiado num casacão grande de mais e numas botas de inverno já muito usadas, numa correria pelo passeio fora, como se fosse carne da minha carne, sangue do meu sangue, à caça do que se não vê, um abacate, um autarca, um adjectivo, esfomeado como sempre.
Margaret Atwood, O corpo das mulheres.
Persepolis
18.2.08
14.2.08
Valentine´s Day
Sweet, comic valentine...
make me smile with my heart
Your looks are laughable, unphotographableyet
your my favorite work of art
Is your figure less than Greek?
Is your mouth a little weak?
When you open it to speak,
are you smart?
But don't change a hair for me
Not if you care for me
Stay little valentine
Stay
Each day is valentine's day.
Is your figure less than Greek?
Is your mouth a little weak?
When you open it to speak,
Are you smart?
But don't change a hair for me
Not if you care for me
Stay little valentine
Stay
Each day is Valentine's Day
Frank Sinatra
12.2.08
11.2.08
Mesa de Cabeceira VIII
O meu pai nunca me deixou entrar aqui. Devia sentar-se na cadeira de baloiço e olhar do postigo o jardim lá em baixo, o portão, a rua, eu pequena a brincar às fadas com a minha irmã no rebordo do lago. Aos domingos abria a gaveta da cómoda, remexia papéis até escutarmos o tilintar da argola, subia as escadas do sótão a procurar a chave no meio das outras chaves(tal como hoje, agora que ninguém me proíbe, abri a gaveta, remexi papéis até escutar o tilintar da argola e subi as escadas a procurar a chave no meio das outras chaves)
não entres tão depressa nessa noite escura, António Lobo Antunes
10.2.08
30.1.08
Manhã
Hoje acordei com flores do campo no colo que emanam sínteses incompletas daquilo que sou. Nem eu, as Margaridas e as Hortênsias, nem as copas das árvores desnudas que espreitam curiosas, despertas pelo cheiro do café matinal, me conhecem tão bem.
Tu conheces-me, desarmas-me em acanhamentos que trespassam as vergonhas de uma criança. Corro pelo teu destino como se rebolasse em vales apinhados de cores e águas que perdem o seu tino.
Tu conheces-me, desarmas-me em acanhamentos que trespassam as vergonhas de uma criança. Corro pelo teu destino como se rebolasse em vales apinhados de cores e águas que perdem o seu tino.
Fico quieta e deixo-me encantar pela sonância da natureza. Fecho os olhos, aperto-os mesmo contra o coração, e trago-te comigo num quotidiano inventado por mim.
Bárbara
29.1.08
23.1.08
Bárbara
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar
O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, como uma hemorragia
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara
O meu nome na voz de Chico Buarque. :))))
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar
O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, como uma hemorragia
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara
O meu nome na voz de Chico Buarque. :))))
22.1.08
19.1.08
My Blueberry Nights/ Wong Kar Wai
Falta menos de um mês para conseguirmos assistir a mais uma obra do MESTRE...as expectativas são grandes.17.1.08
Fine Romance

A fine romance, with no kisses
A fine romance, my friend this is
We should be like a couple of hot tomatoes
But you're as cold as yesterday's mashed potatoes
A fine romance, you won't nestle
A fine romance, you won't wrestle
I might as well play bridge
With my old maid aunt
I haven't got a chance
This is a fine romance
A fine romance, my good fellow
You take romance, I'll take jello
You're calmer than the seals
In the Arctic Ocean
At least they flap their fins
To express emotion
A fine romance with no quarrels
With no insults and all morals
I've never mussed the crease
In your blue serge pants
I never get the chance
This is a fine romance
Billie Holiday
Na companhia desta senhora, entretenho-me a pintar os lábios de vermelho.
na minha mala
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino. Hoje pedem-me beijos redentores e de amor absoluto que não te posso dar, desafio a chuva que me ajuda acreditar na fotografia dos teus olhos, e assim, não fecho o sol. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. Na quimera do teu nome, desprezo o futuro, tal como me pedes, e sossego na tranquilidade do meu ombro cheio de paz.
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, afrontam-me histórias que calo, não te posso contar, voo com a minha gabardina molhada e encanto-me com os contos que não se abrem dentro de ti, e mergulho entre alguns sorrisos tristes. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. Na magia do meu jazz, encanto-me com a estranheza de um amor que não entendo, concilio-me com a vida, e bebo o trago de dias mais profundos, vermelhos e de aroma mais agradável como o meu vinho.
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, convidam-te para dançares, não me deixas guiar-te, e lá me vou equilibrando sozinha, não tão bem como uma trapezista de circo, aprendi alguns passos, mas sou sempre muito distraída com as lições. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. No desencontro dos nossos tempos, morres-me todos os dias um bocadinho, tento salvar essa morte com confianças que tingiram o meu livro tão branco. O branco é a minha cor preferida, sabias?
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, ausculto-me dentro da minha alma e do meu corpo, e vou pensando na fortuna do amor inteiro que tarda em chegar…
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, afrontam-me histórias que calo, não te posso contar, voo com a minha gabardina molhada e encanto-me com os contos que não se abrem dentro de ti, e mergulho entre alguns sorrisos tristes. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. Na magia do meu jazz, encanto-me com a estranheza de um amor que não entendo, concilio-me com a vida, e bebo o trago de dias mais profundos, vermelhos e de aroma mais agradável como o meu vinho.
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, convidam-te para dançares, não me deixas guiar-te, e lá me vou equilibrando sozinha, não tão bem como uma trapezista de circo, aprendi alguns passos, mas sou sempre muito distraída com as lições. Ando gentilmente de mãos dadas com o meu coração, agora mais frágil, pede-me para não desistir da ternura dos teus lábios. No desencontro dos nossos tempos, morres-me todos os dias um bocadinho, tento salvar essa morte com confianças que tingiram o meu livro tão branco. O branco é a minha cor preferida, sabias?
Ouço os resguardos da intimidade da minha mala magnetizada pelo meu destino.
Hoje, ausculto-me dentro da minha alma e do meu corpo, e vou pensando na fortuna do amor inteiro que tarda em chegar…
Bárbara
10.1.08
9.1.08
8.1.08
A matéria das palavras
Estamos aqui. Interrogamos símbolos persistentes.
É a hora do infinito desacerto-acerto.
O vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.
Confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
Há uma embriaguês de luto em nossos actos-chaves.
Aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.
Cheios de ávidas esperanças sobrevoamos
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.
Com arriscada atenção aspiramos à ditosa notícia de uma
perfeição
especialista em fracassos.
Estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes.
Ana Hatherly
O Pavão Negro
É a hora do infinito desacerto-acerto.
O vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.
Confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
Há uma embriaguês de luto em nossos actos-chaves.
Aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.
Cheios de ávidas esperanças sobrevoamos
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.
Com arriscada atenção aspiramos à ditosa notícia de uma
perfeição
especialista em fracassos.
Estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes.
Ana Hatherly
O Pavão Negro
5.1.08
Esconderijo IX
Adianto-me tantas vezes no mundo carregada de sonhos e de medos. Tremo muito na companhia dos meus joelhos! O laconismo dos passos comovem-me atipicamente, fazem-me esbarrar.
Tropeço nos desapontamentos, nas notas de rodapé que estilhaçam aquilo que sou...nesses momentos sinto que morro e volto a nascer de novo, mais equilibrada nos meus saltos sempre tão baixinhos, mas tão pouco estáveis.
Tenho caminhado sempre muito cheia de ecos, dos tempos que foram e daqueles que chegam. Construindo as protagonistas da minha história, cheias de cores e de luzes, andam comigo nas ruas e fogem dos mesmos labirintos que eu, querem-se sempre fazer melhores, as minhas heroínas chamam-se emoções.
Tropeço nos desapontamentos, nas notas de rodapé que estilhaçam aquilo que sou...nesses momentos sinto que morro e volto a nascer de novo, mais equilibrada nos meus saltos sempre tão baixinhos, mas tão pouco estáveis.
Tenho caminhado sempre muito cheia de ecos, dos tempos que foram e daqueles que chegam. Construindo as protagonistas da minha história, cheias de cores e de luzes, andam comigo nas ruas e fogem dos mesmos labirintos que eu, querem-se sempre fazer melhores, as minhas heroínas chamam-se emoções.
Bárbara
3.1.08
Devaneios XI
Eu tenho um amigo que nunca se esquece de mim e que gosta de dançar no mundo sentado numa ilha no meio do Atlântico.
Gosto de abraçar as tuas recordações na doçura da tua Amizade.
Bárbara
Gosto de abraçar as tuas recordações na doçura da tua Amizade.
Bárbara
25.12.07
Merry Christmas to you...

Chestnuts roasting on an open fire,
Jack Frost nipping at your nose,
Yuletide carols being sung by a choir,
And folks dressed up like Eskimos.
Everybody knows a turkey and some mistletoe,
Help to make the season bright,
Tiny tots with their eyes all a-glow,
Will find it hard to sleep tonight.
They know that Santa's on his way
He's loaded lots of toys and goodies on his sleigh,
And ev'ry mother's child is gonna spy,
To see if reindeer really know how to fly.
And so I'm offering this simple phrase,
To kids from one to ninety-two,
Although it's been said
Many times,
Many ways
Merry Christmas to you.
[musical interlude]
And so I'm offering this simple phrase,
To kids from one to ninety-two,
Although it's been said
Many times,
Many ways
Merry Christmas to you.
Christmas Song, Nat King Cole
Foto: Robert Doisnaeu
No Natal voltamos a ser crianças...
19.12.07
14.12.07
11.12.07
Ambiências

os meus pés tímidos andam sozinhos na companhia do sol/ sufocam-se de ternura com as novidades do vento/ espreitam os trilhos invernais/ bóiam nas poças de água transparentes/ movem-se com o meu nariz aprumado/ os meus olhos vivem dentro de uma canção de amor/ saem de casa atrevidos/ beliscam-se com os sorrisos abertos das pessoas/ guardam à pressa fotografias nos paladares da memória/ bebem chá de Lúcia-lima com Chet Baker/ diluem-se na magia da vida…
Fotografia: Chet Baker de mãos dadas comigo...
Bárbara
5.12.07
Au revoir Simone
BackyardsBaby tell me please
Is this a dream
Spending the night with you
Beneath the cherrie trees
Just make a wish and every thing comes true
Out the windows of my bedroom
Through the backyards of our neighbors
But i didnt leave you waiting
There was endless concentration
Then the moon swept down to greet us
It was warm and made of flowers
Into vines that barely reached us
Climbing higher than forever
Baby tell me please in knowing this cause showing never tells
Was it just s breeze, was it a kiss
Breathless ecquisite chills
Beijo a chuva que se intromete nos meus dias de Primavera e embrulho-me na música que me protege...
Bárbara
3.12.07
30.11.07
28.11.07
26.11.07
25.11.07
22.11.07
20.11.07
Mesa de cabeceira VII
« Outros que não eu teriam falado de «raízes»... Não emprego esse vocabulário. Não gosto da palavra «raízes» e da imagem ainda menos. As raízes enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas; mantêm a árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma chantagem: «Se te libertas, morres!»As árvores têm que se resignar, precisam das suas raízes; os homens não. Respiramos a luz, cobiçamos o céu e quando nos metemos na terra é para apodrecer. A seiva do solo natal não nos sobe pelos pés em direcção à cabeça, os pés só nos servem para andar. Para nós só as estradas contam. São elas que nos guiam - da pobreza à riqueza ou a outra pobreza, da servidão à liberdade ou à morte violenta. Elas fazem-nos promessas, levam-nos, empurram-nos e depois abandonam-nos. E então morremos, tal como nascemos, à beira de uma estrada que não escolhemos.»
Origens, Amin Maalouf
Fico muito tempo assim...
16.11.07
14.11.07
Esconderijo IX
13.11.07
TRUE LOVE

Wandering eyes stare at me
The look is weird
But fixed at me
I'm on it
Tell me it is true love!
Falling into a dream of harmony
Can't get clean and tidy now
Tell me it is true love!
Brush the hair aside
Faces are visible
It growes a flower in
Tell me it is true love!
Music plays for me
I've never heard it this way beforeStrange...
Tell me it is true love!
I have fallen in love
Mirror showes a beautiful tree
Beautiful me
Tell me it is true love!
Hanne Hukkelberg
Fotografia: Juicy by Blackpixie
Fotografia
3.11.07
1.11.07
Ideias mestras
"Só me sinto longe de certas orientações da moda, que seduzem por isso alguns jovens geógrafos, de uma Geografia humana que estuda relações isoladas em espaços teóricos e abstractos, quando não há implantação ou actividade humana (mesmo a espiritual) de todo desligada de um quadro físico que a sustenta e em larga parte condiciona. [...]. A minha Geografia humana – ou antes, a face humana da Geografia – é feita com todos os sentidos: a visão que abrange os conjuntos e discerne e analisa pormenores significativos, o ouvido que surpreende o tilintar distante do rebanho ou o barulho agressivo da circulação mecânica, o cantar dos galos que anuncia o lugar próximo ou o silêncio de aldeias hindus, onde não se criam animais para o pecado de matá-los, o odor inconfundível dos bazares muçulmanos, composto principalmente do aroma das especiarias, que também se sente nos mercados do Brasil ou do México, o cheiro a mijo do deserto por onde passou ou acampou a caravana, o fartum estival da multidão comprimida no metropolitano, o incomparável acetinado das peles pretas sobre que tantas vezes estala o chicote [...], os sabores da cozinha popular, onde, como na Bahía, se combinam ingredientes originários das três partes do mundo – ponto de partida para o estudo de encontro e sedimentação de civilizações. Homo sum: humani nihil a me alienum puto! Mas como tudo isto está longe da Teoria económica em que se inspira uma das correntes da Geografia humana, onde os homens se diluem em relações quantitativas ou geométricas abstractas – sem negar a precisão e a pertinência de algumas das suas análises. Mas, fiel às ideias mestras da minha vocação, procuro manter-me também fiel à minha juventude liberal e tolerante”.Orlando Ribeiro
Memórias de um Geógrafo, 2003
Fotografia: Orlando Ribeiro, Ilha do Corvo, Açores
20.10.07
19.10.07
Tout le monde
Carla Bruni
Bebo em sonhos o teu beijo abraçada nesta banda sonora que me prepara para mais um fim de semana sem manual de instruções.
Bárbara
“It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story.I really love this one. "
Marion
Fotografia: Filme " 2 days in Paris"
Marion
Fotografia: Filme " 2 days in Paris"
14.10.07
Margaret Atwood e o Corpo das Mulheres
O Corpo da Mulher no modelo standard vem com os seguintes acessórios: cinto de liga, liga, crinolina, camisinha, anquinhas, soutien, espartilho, combinação, lingerie sexy, saltos altos, piercing, véu, luvas de pelica, meias de rede, mantilhe, cai-cai, corpete, meio véu, gargantilha, molas de cabelo, braceletes, colares, lorgnon, aigrette, preto puro, base, body de Lycra com pudica protecção frontal, liseuse de marca, camisa de noite de flanela, top de renda, cama, cabeça.O Corpo da Mulher é feito de plástico transparente e dá luz quando se mete a ficha. Carrega-se num botão para iluminar os diferentes sistemas. O sistema circulatóri é vermelho, por causa do coração e das artérias, roxo, por causa das veias; os sistema linfático é amarelo; o sistema digestivo é verde, com fígado e rins in aqua. Os nervos são feitos a cor-de-laranja e o cérebro a cor-de-rosa. O esqueleto, como seria de esperar, é branco.
O sistema reprodutivo é opcional e pode ser descartado.Vem com ou sem embrião miniatura. Pode-se, deste modo, exercer o poder paternal.
Não pretendemos assustar ou ofender.
Ele disse, Eu não quero uma coisa dessas cá em casa. Dá ás raparigas uma ideia falsa de beleza, já para não falar da anatomia. Se uma mulher de carne e osso fosse feita assim dava com a cara no chão.
Ela disse, se não a deixarmos ter uma, como todas as outras miúdas, ela vai sentir-se diferente. Vai ser um problema. Ela vai desejar ter uma e vai desejar tornar-se numa. A repressão provoca a sublimação. sabes bem disso.
Ele disse, Não é só as mamas pontiaguadas de plástico, é o guarda-roupa. O guarda-roupa e aquele estúpido boneco, o não sei quantos, o que tem as cuecas coladas.
Ela disse, é melhor despachar a coisa enquanto ela é pequena.
Ele disee, Está bem, mas longe da minha vista.
Ela veio, ziiinnnggg, pelas escadas a baixo lançada como um dardo. Estava nuazinha, em pêlo. O cabelo tinha sido cortado à tesourada, a cabeça virada ao contrário, faltavam-lhe uns dedos dos pés e tinha sido tatuada de cima a baixo num padrão recortado Bateu no vaso de azálea, ficou ali a tremelicar como um anjo desajeitado e caiu.
Ele disse, parece-me que estamos safos.
Traduçaõ de Maria Helena Dias loureiro
Imagem: Barbara Kruger
E eu que tive tantas barbies e hoje nem sequer me lembro de como era brincar com elas, e não ficou nenhuma para recordação, parece-me que estou safa.
13.10.07
8.10.07
Uma verdadeira história começa. Quando a vida real termina...
-Quem és tu?
-Não interessa quem eu sou. Não interessa, porque TU me amas.
4.10.07
3.10.07
Someone To Watch Over Me

There's a saying old, says that love is blind
Still we're often told, "seek and ye shall find"
So I'm going to seek a certain lad I've had in mind
Still we're often told, "seek and ye shall find"
So I'm going to seek a certain lad I've had in mind
Looking everywhere, haven't found him yet
He's the big affair I cannot forget
Only man I ever think of with regret
I'd like to add his initial to my monogram
Tell me, where is the shepherd for this lost lamb?
There's a somebody I'm longin' to see
I hope that he, turns out to be
Someone who'll watch over me
I'm a little lamb who's lost in the wood
I know I could, always be good
To one who'll watch over me
Although he may not be the man some
Girls think of as handsome
To my heart he carries the key
Won't you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me
(bridge)
Won't you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me
Someone to watch over me
Ella Fitzgerald
Faço as promessas que duram para sempre em improvisos que harmonizam a música que ouço, seguro-me nos meus sapatos de cinderela que combinam com o meu andar infantil e sonho com o amor eterno.
Bárbara
He's the big affair I cannot forget
Only man I ever think of with regret
I'd like to add his initial to my monogram
Tell me, where is the shepherd for this lost lamb?
There's a somebody I'm longin' to see
I hope that he, turns out to be
Someone who'll watch over me
I'm a little lamb who's lost in the wood
I know I could, always be good
To one who'll watch over me
Although he may not be the man some
Girls think of as handsome
To my heart he carries the key
Won't you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me
(bridge)
Won't you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me
Someone to watch over me
Ella Fitzgerald
Faço as promessas que duram para sempre em improvisos que harmonizam a música que ouço, seguro-me nos meus sapatos de cinderela que combinam com o meu andar infantil e sonho com o amor eterno.
Bárbara
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