os meus pés tímidos andam sozinhos na companhia do sol/ sufocam-se de ternura com as novidades do vento/ espreitam os trilhos invernais/ bóiam nas poças de água transparentes/ movem-se com o meu nariz aprumado/ os meus olhos vivem dentro de uma canção de amor/ saem de casa atrevidos/ beliscam-se com os sorrisos abertos das pessoas/ guardam à pressa fotografias nos paladares da memória/ bebem chá de Lúcia-lima com Chet Baker/ diluem-se na magia da vida…
« Outros que não eu teriam falado de «raízes»... Não emprego esse vocabulário. Não gosto da palavra «raízes» e da imagem ainda menos. As raízes enfiam-se na terra, contorcem-se na lama, crescem nas trevas; mantêm a árvore cativa desde o seu nascimento e alimentam-na graças a uma chantagem: «Se te libertas, morres!»As árvores têm que se resignar, precisam das suas raízes; os homens não. Respiramos a luz, cobiçamos o céu e quando nos metemos na terra é para apodrecer. A seiva do solo natal não nos sobe pelos pés em direcção à cabeça, os pés só nos servem para andar. Para nós só as estradas contam. São elas que nos guiam - da pobreza à riqueza ou a outra pobreza, da servidão à liberdade ou à morte violenta. Elas fazem-nos promessas, levam-nos, empurram-nos e depois abandonam-nos. E então morremos, tal como nascemos, à beira de uma estrada que não escolhemos.»
Abrigo amavelmente as maças do teu rosto e caio na completude do teu olhar como a chuva nas poças de água. Fico muito tempo assim… e divirto-me a reconstruir memórias que estico para sempre.
"Só me sinto longe de certas orientações da moda, que seduzem por isso alguns jovens geógrafos, de uma Geografia humana que estuda relações isoladas em espaços teóricos e abstractos, quando não há implantação ou actividade humana (mesmo a espiritual) de todo desligada de um quadro físico que a sustenta e em larga parte condiciona. [...]. A minha Geografia humana – ou antes, a face humana da Geografia – é feita com todos os sentidos: a visão que abrange os conjuntos e discerne e analisa pormenores significativos, o ouvido que surpreende o tilintar distante do rebanho ou o barulho agressivo da circulação mecânica, o cantar dos galos que anuncia o lugar próximo ou o silêncio de aldeias hindus, onde não se criam animais para o pecado de matá-los, o odor inconfundível dos bazares muçulmanos, composto principalmente do aroma das especiarias, que também se sente nos mercados do Brasil ou do México, o cheiro a mijo do deserto por onde passou ou acampou a caravana, o fartum estival da multidão comprimida no metropolitano, o incomparável acetinado das peles pretas sobre que tantas vezes estala o chicote [...], os sabores da cozinha popular, onde, como na Bahía, se combinam ingredientes originários das três partes do mundo – ponto de partida para o estudo de encontro e sedimentação de civilizações. Homo sum: humani nihil a me alienum puto! Mas como tudo isto está longe da Teoria económica em que se inspira uma das correntes da Geografia humana, onde os homens se diluem em relações quantitativas ou geométricas abstractas – sem negar a precisão e a pertinência de algumas das suas análises. Mas, fiel às ideias mestras da minha vocação, procuro manter-me também fiel à minha juventude liberal e tolerante”.
Fotografia: Orlando Ribeiro, Ilha do Corvo, Açores
20.10.07
O "no esquecimento" vai seguir os conselhos de um grande amigo e vai espairecer por uns tempos para restabelecer as forças e alguma alegria que perdeu.
Bebo em sonhos o teu beijo abraçada nesta banda sonora que me prepara para mais um fim de semana sem manual de instruções.
Bárbara
“It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story.
O Corpo da Mulher no modelo standard vem com os seguintes acessórios: cinto de liga, liga, crinolina, camisinha, anquinhas, soutien, espartilho, combinação, lingerie sexy, saltos altos, piercing, véu, luvas de pelica, meias de rede, mantilhe, cai-cai, corpete, meio véu, gargantilha, molas de cabelo, braceletes, colares, lorgnon, aigrette, preto puro, base, body de Lycra com pudica protecção frontal, liseuse de marca, camisa de noite de flanela, top de renda, cama, cabeça.
O Corpo da Mulher é feito de plástico transparente e dá luz quando se mete a ficha. Carrega-se num botão para iluminar os diferentes sistemas. O sistema circulatóri é vermelho, por causa do coração e das artérias, roxo, por causa das veias; os sistema linfático é amarelo; o sistema digestivo é verde, com fígado e rins in aqua. Os nervos são feitos a cor-de-laranja e o cérebro a cor-de-rosa. O esqueleto, como seria de esperar, é branco.
O sistema reprodutivo é opcional e pode ser descartado.Vem com ou sem embrião miniatura. Pode-se, deste modo, exercer o poder paternal.
Não pretendemos assustar ou ofender.
Ele disse, Eu não quero uma coisa dessas cá em casa. Dá ás raparigas uma ideia falsa de beleza, já para não falar da anatomia. Se uma mulher de carne e osso fosse feita assim dava com a cara no chão.
Ela disse, se não a deixarmos ter uma, como todas as outras miúdas, ela vai sentir-se diferente. Vai ser um problema. Ela vai desejar ter uma e vai desejar tornar-se numa. A repressão provoca a sublimação. sabes bem disso.
Ele disse, Não é só as mamas pontiaguadas de plástico, é o guarda-roupa. O guarda-roupa e aquele estúpido boneco, o não sei quantos, o que tem as cuecas coladas.
Ela disse, é melhor despachar a coisa enquanto ela é pequena.
Ele disee, Está bem, mas longe da minha vista.
Ela veio, ziiinnnggg, pelas escadas a baixo lançada como um dardo. Estava nuazinha, em pêlo. O cabelo tinha sido cortado à tesourada, a cabeça virada ao contrário, faltavam-lhe uns dedos dos pés e tinha sido tatuada de cima a baixo num padrão recortado Bateu no vaso de azálea, ficou ali a tremelicar como um anjo desajeitado e caiu.
Ele disse, parece-me que estamos safos.
Traduçaõ de Maria Helena Dias loureiro
Imagem: Barbara Kruger
E eu que tive tantas barbies e hoje nem sequer me lembro de como era brincar com elas, e não ficou nenhuma para recordação, parece-me que estou safa.
There's a saying old, says that love is blind Still we're often told, "seek and ye shall find" So I'm going to seek a certain lad I've had in mind
Looking everywhere, haven't found him yet He's the big affair I cannot forget Only man I ever think of with regret
I'd like to add his initial to my monogram Tell me, where is the shepherd for this lost lamb?
There's a somebody I'm longin' to see I hope that he, turns out to be Someone who'll watch over me
I'm a little lamb who's lost in the wood I know I could, always be good To one who'll watch over me
Although he may not be the man some Girls think of as handsome To my heart he carries the key
Won't you tell him please to put on some speed Follow my lead, oh, how I need Someone to watch over me
(bridge)
Won't you tell him please to put on some speed Follow my lead, oh, how I need Someone to watch over me
Someone to watch over me
Ella Fitzgerald
Faço as promessas que duram para sempre em improvisos que harmonizam a música que ouço, seguro-me nos meus sapatos de cinderela que combinam com o meu andar infantil e sonho com o amor eterno. Bárbara
Podem achar que não, dizer que há limites, que ele foi longe demais ( não é o que se diz sempre dele?), mas a verdade é mesmo esta: Oliveira Toscani está a ganhar 1-0 ao resto do mundo.
Lembram-se da mulher negra que amamentava um bebé branco? De um painel repleto de pénis e vaginas? Dos momentos finais de um doente com sida? Pois bem, Toscani está de volta: desde segunda feira passada mostra nas ruas de Itália, sem rodeios de qualquer espécie , como é que ficam 30 quilos numa mulher com 1, 65 metros de altura.
À aldeia chamam-lhe Azinhaga, está naquele lugar por assim dizer desde os alvores da nacionalidade ( já tinha foral no século décimo terceiro), mas dessa estupenda veterania nada ficou, salvo o rio que lhe passa mesmo ao lado ( imagino que desde a criação do mundo), e que, até onde alcançam as minhas poucas luzes, nunca mudou de rumo, embora das suas margens tenha saído um número infinito de vezes. A menos um quilómetro das últimas casas, para o sul, o Almonda, que é esse o nome do rio da minha aldeia, encontar-se com o Tejo, ao qual ( ou a quem, se alicença me é permitida), ajudava, em tempos idos, na medida dos seus limitados caudais, a alargar a lezíria quando as nuvens despejavam cá para baixo as chuvas torrenciais no Inverno e as barragens a montante, pletóricas, congestionadas, eram obrigadas a descarregar o excesso de água acumulda. A terra é plana, lisa como a palma da mão, sem acidentes orográficos dignos de tal nome, um ou outro dique por ali se tivesse levantado mais servia para guiar a corrente aonde causasse menos dano do que para conter o ímpeto poderoso das cheias. Desde tão distantes épocas a gente nascida e vivida na minha aldeia aprendeu a negociar a carácter, o Almonda, que a seus pés desliza, o Tejo, lá mais adiante, meio oculto por detrás da muralha de choupos, freixos e salgueiros que lhe acompanhado o curso, e um e outro, por boas e más razões, ominipresentes na memória e nas falas das famílias. Foi nestes lugares que vim ao mundo, foi daqui, quando ainda não tinha dois anos, que os meus pais migrantes empurrados pela necessidade, me levaram para Lisboa, para outros modos de sentir, pensar e viver, como se nascer eu onde nasci tivesse consequências de um equívoco do acaso, de uma casual distracção do destino, que ainda estivesse nas suas mãos emendar. Não foi assim.
just because you call my name I cannot hear it's not the same (can't close my/you close your) eyes and knock me back all the things that I had to (have/live) (and now you)...just...(fallen...) I can't believe what I had to say all the things you never say I'll never be what you want me to benow I can't disappear close your eyes and look at me I can't believe what I cannot see everything is like you say change your mind and you'll have to forgive and I can't disappear now I can't now I can't
170 grs. de Chocolate para Culinária 1 lata de leite condensado Nestlé 150 grs. de amêndoa torrada 150 grs. de sultanas 1 pitada de sal Manteiga para untar Papel de alumínio para forrar
Confecção:
Forre um tabuleiro com papel de alumínio e unte-o com manteiga. Parta o chocolate em pedaços, deite-os num recipiente e leve-os a derreter em banho-maria. Deite o leite condensado e o sal num tacho e junte-lhes o chocolate derretido; leve ao lume, mexendo sempre, durante 10 minutos. Retire do lume, junte as amêndoas e as sultanas e misture bem. Com uma colher de sopa retire pequenas porções do preparado, coloque-as em cima do papel untado e deixe arrefecer até que fiquem bem frias. Coloque-as numa taça de vidro transparente e sirva ou faça pequenos embrulhos com papel celofane.
Receita: Felícia Sampaio, Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal Imagem: " Volver", Pedro Almodóvar
Experimento a vida com uma esplêndida jovialidade e abraço o travesseiro que exala aromas de cassis e rosas.
Incito-me pela vontade de brincar com a vida e ergo a minha alma tão volúvel ao meu mundo. Numa parceria com Nina Simone marco os esconderijos da minha imaginação que me fazem feliz e faço as pazes com a minha interioridade. Festejo assim a minha liberdade e amo intensamente a minha transparência. (È bom acordar assim!)
Bárbara
* O Título é retirado do filme "Funny Face"Stanley Donen (1957).
Agasalho-te na minha imaginação enquanto me envergonho dos teus sinais que descobrem as maçãs do meu rosto e distraem as pregas da minha saia debruada a fantasia. Encho-me de ti para me esvaziar aos poucos das memórias que não me atordoam mais e que amavelmente deixaram de proteger as minhas lágrimas. Invento-me nesses teus gestos, quase que me reconheço neles, quando te escondes atrás das folhas de um jornal e finges que já és crescido. Os olhos estacam-se com a mesma cor e o mesmo brilho e trocamos as sardas dos nossos rostos tão parecidos e brincas com o meu nariz arrebitado que te faz rir. A hora do café é um sonho acordado onde fico vaidosa de ti. O teu timbre delicado conta-me presságios de Outono.
Muitas vezes ao longo deste ano pensei na utilidade de ter um blogue e na verdadeira razão dessa vontade de pertença e de demonstração de mim mesma. Deslizei muitas vezes sobre o assunto sem nunca ter conseguido entender o fulcro da questão. Inquietei-me mesmo em auto-análises de travesseiro sobre esta necessidade de partilha. Muitos são aqueles que o têm por as mais variadas razões. Saberão todos eles responder com honestidade a esta questão? Nalguns momentos, devo confessar que este pensamento me infundiu até alguma vergonha porque entendia esta necessidade como uma extensão do meu ego. Uma maneira de olhar para mim e de me admirar por isso. No entanto, hoje, alcanço este esquecimento como a realização de algumas reflexões que faço de espírito aberto e sem grandes pretensões. Desenho-me nesta pequena atmosfera que crio em ilustrações que felicitam o tempo/espaço e as suas memórias que fazem (também) aquilo que sou. Gosto sobretudo de vos encontrar e sentir os vossos comentários quando me olham fixamente por dentro, sem mesmo nunca ter conhecido o olhar de alguns que assiduamente acompanham esta minha fracção. Sinto-me tantas vezes mais blindada com a vossa força, tantas vezes mais alegre com a vossa graça... e assim me encontram e assim me colido com vocês onde preencho o meu manual de experiências.
O “no-esquecimento ” faz hoje um ano, estamos ainda cheios de juventude...
Hoje o dia é assim com praia de manhã e com Allen à tarde.
Bárbara
26.8.07
Ele não me trouxe nada Também nada perguntou Mal sei como ele se chama Mas entendo o que ele quer Se deitou na minha cama E me chama de mulher Foi chegando sorrateiro E antes que eu dissesse não Se instalou feito um posseiro Dentro do meu coração
Gosto de sonhar com Chico, lembra-me sempre aquilo que sou.
-Ando à procura de amigos. O que é que "estar preso" quer dizer?
-È uma coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
-Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo... (...)
-Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
O Principezinho, Antoine de Sant-Exupéry
Sentei-me junto ao principezinho, não sei bem onde, mas penso que foi no asteroíde B612 junto da sua flor com os olhos fechados: " porque o essencial é invisível para os olhos..."
(...)Não tendo elos indissolúveis e definitivos- o cidadão da nossa líquida sociedade moderna-e os sucessores actuais são obrigados a unir por iniciativa, habilidades e dedicação próprias, os laços que porventura pretendam usar com o resto da humanidade. Isolados,precisam de se ligar... Nenhuma das ligações que venham a preencher a lacuna deixada pelos vínculos ausentes ou absoletos tem, contudo, garantia de permanência. De qualquer modo, esses laços precisam de ser atados levemente, para poderem ser outra vez desfeitos, sem grandes delongas, quando os cenários mudarem- o que, na modernidade líquida ocorrerá repetidas vezes.
A misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos contraditórios ( estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo de os manter frouxos (....).
No nosso mundo de furiosa "individualização", os relacionamentos são bênções ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Durante a maior parte do tempo, esses dois avatares coabitam- embora em diferentes níveis de consciência. No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos de ambivalência. È por isso , podemos garantir que se encontram tão firmemente no cerne das atenções dos modernos e líquidos indivíduos-por-decreto e no topo da sua agenda existencial.
Como apontou Emerson, quando se esquia sobre gelo fino, a salvação está na velocidade. Quando se é traído pela qualidade, tende-se a procurar a desforra na quantidade.(...)
"Quando o comboio partir não digas adeus porque ficaste no cais. Foi apenas o teu passado que se foi embora, na terceira ou na quarta carruagem de segunda classe, precisamente a que acaba de desaparecer no túnel. Foi apenas o teu passado que se foi embora: o teu presente ficou. O teu presente, isto é: ir ao bar da estação, sem ter tirado o lenço da algibeira, sem saudade, sem remorso, sem pena, e olhar pelo vidro da porta o cais vazio, com o relógio a marcar uma hora que já não é tua. Não penses na bagagem que ninguém recolherá na gare de uma cidade onde não irás nunca: o que arrumaste lá dentro deixou de pertencer-te. (...) "
“Wake up and find out what the hell yesterday was about. I'm not too keen on tomorrow, and today's slipping by.” LAURA DERN (Nikki)
"Oferece-se ao espectador exactamente dessa maneira: um sonho agitado, uma viagem num comboio-fantasma, uma tripaluciógenea. A contemplação é indissociável da sua própria experiência, e esta tem tanto de intelectual como de sensorial.(...) Rouba-se a história ao espectador e ele é obrigado a ver o filme. Da "HollywoodBabylon" Lynch parte para uma história que toca em vários tema e procedimentos habituais nele: projecções, desdobramentos de personalidade (a "loucura" que não se reconhece, a "sanidade"que duvida de si, outra matéria bem lynchiana), vampirismos e possessõs de origem inexplicada, golpes de rins cronológicos, num tom de conto de fados virado do avesso onde abundam capuchinhos vermelhos e lobos maus(...). Depois, visões, "flashes", fragmentos de um " Rorschach" para que eventualmene só Lynch tem a chave(...). O aspecto cru, pouco polido, curiosamente "realista" da imagem em vídeo quando oposta à fotografia de cinema, joga a favor de uma dimensão, " experimental", cauciona e exponencia o ensaio do "inorgânico", salienta a "performance" e o artesanato. E o "gag", como quando um grupo de mulheres se lança numa coreografia ao som de " Locomotion"( Ah, Lynch, gozas com o espectador, Deus te abençoe).
(...) ajuda a explicar os coelhos, Lynch, feito Lewis Carroll pósfreudiano, conduzindo a sua Alice pelo país dos horrores."
Luís Miguel Olivira, Público 6-4-07
Como disse um amigo meu: -Com drogas destas quem precisa de uma a sério????
Este blog hoje enfeitou-se de orquídeas brancas para namorar com aópera do malandro.
-Não, por aí não, por favor! Vai mais devagar!!- exclamou ela.
-Assim, nunca mais chegamos...
-Estaciona! Cuidado, que ainda esbarras num mundo de angústias!
- Não tenhas medo. - disse ele, conduzindo ainda mais rápido. Liberta-te desses comprometimentos excessivos onde a noite não sonha, e a felicidade é só uma ilusão.
- Por favor, não aceleres tanto... ainda entramos num beco escuro daqueles sem fim. Onde estão os jardins românticos decorados de flores que se beijam ao som do vento apaixonado?-perguntou ela.
-Não sei... já demos voltas e mais voltas e estamos sempre no mesmo lugar...
Honey lovin you is the greatest thing I get to be myself and I get to sing I get to play at being irresponsible I come home late at night and I love your soul I never forget you in my prayers I never have a bad thing to report
You’re my picture on the wall You’re my vision in the hall You’re the one I’m talking to When I get in from my work You are my girl, and you don’t even know it I am livin out the life of a poet I am the jester in the ancient court You’re the funny little frog in my throat
My eye sight’s fading, my hearing’s dim I can’t get insured for the state I’m in I’m a danger to myself I’ve been starting fights At the party at the club on a Saturday night But I don’t get disapproving from my girl She gets the all highlights wrapped in pearls..
You’re my picture on the wall You’re my vision in the hall You’re the one I’m talking to When I get in from my work You are my girl, and you don’t even know it I am livin out the life of a poet I am the jester in the ancient court You’re the funny little frog in my throat
I had a conversation with you at night It’s a little one sided but that’s allright I tell you in the kitchen about my day You sit on the bed in the dark changing places With the ghost that was there before you came You’ve come to save my life again
I don’t dare to touch your hand I don’t dare to think of you In a physical way And I don’t know how you smell You are the cover of my magazine You’re my fashion tip, a living museum I’d pay to visit you on rainy Sundays I’ll maybe tell you all about it someday