16.8.07

Devaneios VI

Hoje cortei a ficha de uma ligação eléctrica que estava a dar curto circuito.
Não, não apanhei choque...
Bárbara
Imagem: Anna Karina

14.8.07

Paredes de Coura

Amanhã è dia de muita música e muita cerveja!
Bárbara

13.8.07

Miguel Torga

“O prazer da leitura não é somente um prazer estético mas também um prazer de conhecimento. As verdades são deste mundo.”
Francisco Choupina, "O lugar do meio", Uma geografia Literária da obra de Miguel Torga, 2005

9.8.07

Good Fortune




P.J Harvey (Adoro-te!!)

na blogosfera / "Jazz a gosto"

No lugar ao som ouve-se a melhor música.
Bárbara

7.8.07

Ecos do tempo

O mundo anda cheio de pressa.
Imagem: Modern times (1936), Charlie Chaplin
Bárbara

Mesa de Cabeceira V

(...)Não tendo elos indissolúveis e definitivos- o cidadão da nossa líquida sociedade moderna-e os sucessores actuais são obrigados a unir por iniciativa, habilidades e dedicação próprias, os laços que porventura pretendam usar com o resto da humanidade. Isolados, precisam de se ligar... Nenhuma das ligações que venham a preencher a lacuna deixada pelos vínculos ausentes ou absoletos tem, contudo, garantia de permanência. De qualquer modo, esses laços precisam de ser atados levemente, para poderem ser outra vez desfeitos, sem grandes delongas, quando os cenários mudarem- o que, na modernidade líquida ocorrerá repetidas vezes.
A misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos contraditórios ( estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo de os manter frouxos (....).
No nosso mundo de furiosa "individualização", os relacionamentos são bênções ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Durante a maior parte do tempo, esses dois avatares coabitam- embora em diferentes níveis de consciência. No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos de ambivalência. È por isso , podemos garantir que se encontram tão firmemente no cerne das atenções dos modernos e líquidos indivíduos-por-decreto e no topo da sua agenda existencial.
Como apontou Emerson, quando se esquia sobre gelo fino, a salvação está na velocidade. Quando se é traído pela qualidade, tende-se a procurar a desforra na quantidade.(...)
Zygmunt Bauman, "Amor Líquido"

5.8.07

Choro todas as noites por nós...
Imagens:Lichtenstein

31.7.07

Ingmar Bergman

Não morreste.

28.7.07

ABC



Pipettes

Boa noite a todos

"Quando o comboio partir não digas adeus porque ficaste no cais. Foi apenas o teu passado que se foi embora, na terceira ou na quarta carruagem de segunda classe, precisamente a que acaba de desaparecer no túnel. Foi apenas o teu passado que se foi embora: o teu presente ficou. O teu presente, isto é: ir ao bar da estação, sem ter tirado o lenço da algibeira, sem saudade, sem remorso, sem pena, e olhar pelo vidro da porta o cais vazio, com o relógio a marcar uma hora que já não é tua. Não penses na bagagem que ninguém recolherá na gare de uma cidade onde não irás nunca: o que arrumaste lá dentro deixou de pertencer-te. (...) "
António Lobo Antunes, Segundo Livro de Crónicas.

27.7.07

Mito do eterno retorno II

Foto: Bárbara Pedrosa, Coimbra, 3-07



Coimbra I ´m back...

;).

21.7.07

Ainda com Warhol



Edie Sedgwick with Velvet Underground

A arte, a publicidade e as massas


Andy Warhol, Latas de sopa CampbellI, 1968
"Tu és o Voltaire da América. Tu dás à America exactamente aquilo que ela merece-uma lata de sopa na parede."
Taylor Mead

20.7.07

Esconderijo VI



Os seus pés comovidos seguem agora sozinhos as estranhezas do percurso livre e sinuoso.
Imitam o desconhecido naquele jeito que desabotoou a noite e que parece querer tropeçar nos seus saltos de swing.
Cobrem-se de silêncios para se protegerem da chuva cheia de sons que pausadamente desmancham os sonhos e o tino.
Cantarolando os anseios da noite os seus pés aceleram e perguntam ao incógnito:- Como te chamas? Demoras muito a chegar?
Fotografia:Brassaï,Pessoas à chuva, 1935

Bárbara

19.7.07

Dance with me



Nouvelle Vague

Hoje dançarei a ironia da vida até cair.

Dias Azuis

Não acredito mais no passado, errei o presente, e estou cheia de medo do futuro.

Bárbara

Com Lynch até às últimas consequências...



“Wake up and find out what the hell yesterday was about. I'm not too keen on tomorrow, and today's slipping by.”
LAURA DERN (Nikki)

"Oferece-se ao espectador exactamente dessa maneira: um sonho agitado, uma viagem num comboio-fantasma, uma tripaluciógenea. A contemplação é indissociável da sua própria experiência, e esta tem tanto de intelectual como de sensorial.(...) Rouba-se a história ao espectador e ele é obrigado a ver o filme. Da "HollywoodBabylon" Lynch parte para uma história que toca em vários tema e procedimentos habituais nele: projecções, desdobramentos de personalidade (a "loucura" que não se reconhece, a "sanidade"que duvida de si, outra matéria bem lynchiana), vampirismos e possessõs de origem inexplicada, golpes de rins cronológicos, num tom de conto de fados virado do avesso onde abundam capuchinhos vermelhos e lobos maus(...). Depois, visões, "flashes", fragmentos de um " Rorschach" para que eventualmene só Lynch tem a chave(...). O aspecto cru, pouco polido, curiosamente "realista" da imagem em vídeo quando oposta à fotografia de cinema, joga a favor de uma dimensão, " experimental", cauciona e exponencia o ensaio do "inorgânico", salienta a "performance" e o artesanato. E o "gag", como quando um grupo de mulheres se lança numa coreografia ao som de " Locomotion"( Ah, Lynch, gozas com o espectador, Deus te abençoe).
(...) ajuda a explicar os coelhos, Lynch, feito Lewis Carroll pósfreudiano, conduzindo a sua Alice pelo país dos horrores."
Luís Miguel Olivira, Público 6-4-07
Como disse um amigo meu: -Com drogas destas quem precisa de uma a sério????
Bárbara

18.7.07

16.7.07

Cinema

Antecipam-se as tardes de Outono aconchegadas em narrativas na companhia dos amigos e dos filmes.



Bárbara

13.7.07

Devaneios V


Hoje troquei
a minha cama pelo sofá
e o meu silêncio apagado
pela voz da Joanna Newson.

Larguei o coração
agarrei a razão
acordou -me com certezas...
agora não as quero ouvir.
Fartei-me da inutilidade
das coisas sérias e resolvi:
-Hoje, faço uma grande festa!!!
Estão todos convidados.
Bárbara

10.7.07

Este blog hoje enfeitou-se de orquídeas brancas para namorar com a ópera do malandro.


-Não, por aí não, por favor! Vai mais devagar!!- exclamou ela.
-Assim, nunca mais chegamos...
-Estaciona! Cuidado, que ainda esbarras num mundo de angústias!
- Não tenhas medo. - disse ele, conduzindo ainda mais rápido. Liberta-te desses comprometimentos excessivos onde a noite não sonha, e a felicidade é só uma ilusão.
- Por favor, não aceleres tanto... ainda entramos num beco escuro daqueles sem fim. Onde estão os jardins românticos decorados de flores que se beijam ao som do vento apaixonado?-perguntou ela.
-Não sei... já demos voltas e mais voltas e estamos sempre no mesmo lugar...
Bárbara

4.7.07

Funny Little Frog



Honey lovin you is the greatest thing
I get to be myself and I get to sing
I get to play at being irresponsible
I come home late at night and I love your soul
I never forget you in my prayers
I never have a bad thing to report

You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat

My eye sight’s fading, my hearing’s dim
I can’t get insured for the state I’m in
I’m a danger to myself I’ve been starting fights
At the party at the club on a Saturday night
But I don’t get disapproving from my girl
She gets the all highlights wrapped in pearls..

You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat

I had a conversation with you at night
It’s a little one sided but that’s allright
I tell you in the kitchen about my day
You sit on the bed in the dark changing places
With the ghost that was there before you came
You’ve come to save my life again

I don’t dare to touch your hand
I don’t dare to think of you
In a physical way
And I don’t know how you smell
You are the cover of my magazine
You’re my fashion tip, a living museum
I’d pay to visit you on rainy Sundays
I’ll maybe tell you all about it someday

Belle & Sebastian

22.6.07


Hoje ia a banhos, como outrora se dizia, se o tempo concordasse e a minha gripe me deixasse.
Bárbara

naquelas tardes de Verão...

O sol raiava pela janela anunciando mais um fim de semana de Verão que se misturava com as doces palavras do Vinícius que tu e a mamã tanto ouviam.
Lembro-me muitas vezes da correria pela Avenida que separa a casa da praia e das brincadeiras que se conjugavam com aquelas rotinas que se amam. Muitas mais vezes lembro-me do passo ansioso e tão feminino da mamã, parecia sempre vê-la dançar no seu vestido de praia que tu tanto gostavas.
Levava sempre comigo nesses Verões de infância, o mundo calado dentro do meu balde de praia que brincava com a minha imaginação de menina que nunca mais se resumiu. Enchi-o de sonhos carregados de doçura que a pá adornava com algas e estrelas do mar e dos jogos na água que se misturavam com os teus caracóis e os teus olhos feitos de planícies verdes que não se conseguiam ver do mar.
Ainda ouço as gargalhadas largas da mamã entre acenos cheios de pormenores que cheiravam a amor.
Sou esse tempo, onde regresso tantas vezes para me enfeitar de risos e serenidade. Esse tempo onde não existem medos e o meu coração é acalentado.
- Sabes papá hoje disseram-me que a vida não é um daqueles filmes românticos que gosto, sabes aqueles que tantas vezes vimos juntos... não te preocupes eu não acreditei...

Boa Viagem.

Bárbara

21.6.07

Esconderijo VI

Viajo dentro de ti e danço com os teus sentimentos saturados o acaso da vida.
Sem lentidão escavo os afectos que sopram os desejos do teu sabor... na esperança de um dia te encontrar de novo e sabendo que este será o meu maior engano.
Bárbara

EUROPA /LARS VON TRIER









Hoje o dia merece a compra de um grande filme.

I Remember You


Was it in Tahiti
Were we on the Nile
long, long ago
say, an hour or so
I recall that I saw your smile...

I Remember You
You're the one who made
my dreams come true
A few kisses ago

I remember you
You're the one who said
I love you too
Didn't you know

And I remember too a distant bell
And stars that fell
Like rain out of the blue

When my life is through
And the angels ask me to recall
The thrill of them all

Then I shall tell them
I Remember You !

(Trumpet Solo)

(Piano Solo)

I remember too a distant bell
And stars that fell like rain
Out of the blue

When my life is through
And the angels ask me to recall
The thrill of them all

Then I shall tell them
I remember you!

If they should ask
I'll gladly tell them
I remember you!



Bárbara revive sonhos e volta a corar com Chet Baker.

17.6.07

A Cheater's Armoury



Hanne Hukkelberg

Esconderijo V





Sento o tempo e olho as letras uma a uma, espero alguma coisa, nada acontece, e continua a não acontecer...

O futuro parece não se conjugar no presente, o relógio fragilizou-se, disfarçou-se naquelas lides do quotidiano.











Imagem: Henri Cartier Bresson
Bárbara

12.6.07

Mesa de Cabeceira IV

(...) Descontrai-te. Recolhe-te. Afasta de ti todos os outros pensamentos. Deixa esfumar-se no indistinto o mundo que te rodeia. A porta é melhor fechá-la; lá dentro a televisão está sempre acesa. Diz aos outros: "Não, não quero ver televisão!" Levanta a voz, senão não te ouvem: " Estou a ler!" Não quero que me incomodem!". Não devem ter-te ouvido, com aquele barulho todo; fala mais alto, grita: " Estou a começar a ler o novo romance de Italo Calvino!" Ou se não quiseres não digas nada; esperemos que te deixem em paz. (...)
Se numa noite de Inverno um viajante
O romance começa numa estação ferroviária, ronca uma locomotiva, um arfar de êmbolo tapa a abertura do capítulo, uma nuvem de fumo esconde parte do primeiro parágrafo.(...)
Debruçando-se da escarpada falésia
Há dias em que tudo o que vejo me parece pleno de significados: mensagens que me seria difícil comunicar a outros, definir, traduzir por palavras, mas que precisamente por isso se me apresentam como decisivas. São anúncios de presságios que me dizem respeito a mim mesmo e ao mundo ao mesmo tempo: e de mim, não os acontecimentos exteriores da existência mas o que acontece cá dentro, no fundo; e do mundo não um facto singular qualquer mas o modo de ser geral de tudo. Compreendem pois a minha dificuldade em falar disto, a não ser por alusões.
" Se numa noite de Inverno um viajante" Italo Calvino

Sem título

Fuga para uma depressão anunciada.

Imagem: Filme, Marie Antoinette(2006), Sofia Coppola

Bárbara

na blogosfera / Café con libros

Na ilha em forma de cão sentado toma-se café com os melhores livros.
Bárbara

10.6.07

Anjos mulheres

As mulheres voam
como os anjos:
Com as suas asas feitas
de cristal de rocha da memória

Disponíveis
para voar

soltas...

Primeiro lentamente:
uma por uma

Depois,
iguais aos passaros

fundas...

Nadando,
juntas

Secreta:
a rasar o chão

a rasar
a fenda da lua

no menstruo:
por entre a fenda das pernas

Às vezes é o aço
que se prende
na luz

A dobrarmos o espaço?

Bruxas:
pomos asas
em vassouras de vento

E voamos

Como as asas
lhe cresciam nas coxas

diziam dela:
que era um anjo do mar

Rondo alto,
postas em nudez de ombros
e pernas

perseguindo,

pelos espaços,
lunares da menstruação

e corpo desavindo

Não somos violencia
mas o voo

quando nadamos
de costas pelo vento

até à foz do tempo
no oceano denso
da nossa própria voz

Sabemos distinguir
a dormir
os anjos das rosas voadoras

pelo tacto?

Somos os anjos
do destino

com a alma
pelo avesso
do útero

Voamos a lua
menstruadas

Os homens gritam:
– são as bruxas

As mulheres pensam:
– são os anjos

As crianças dizem:
– são as fadas

Fadas?

filigrama cintilante
de asas volteando
no fundo da vagina

Nadamos?

De costas,
no espaço deste século

Mudar o rumo
e as pernas mais
ao fundo

portas por trás
dobradas pelos rins

Abrindo o ar
com o corpo num só golpe

Soltas,
viando
até chegar ao fim

Dizem-nos:
que nos limitemos ao espaço

Mas nós voamos
também
debaixo de água

Nós somos os anjos
deste tempo

Astronautas,
voando na memória
nas galáxias do vento...

Temos um pacto
com aquilo que
voa

– as aves
da poesia

– os anjos
do sexo

– o orgasmo
dos sonhos

Não há nada
que a nossa voz não abra

Nós somos as bruxas da palavra

Maria Teresa Horta


Os Domingos com poesia fazem crescer asas...
Bárbara

9.6.07

Devaneios IV


Hoje, beijo-me mais uma vez.
Foto: Helmut Newton

8.6.07

O sonho celta de Hugo Pratt

Os mitos são eternos na medida em que são imanentes. A sua força vem-lhes do facto de poderem sempre, a qualquer momento, em todas as circunstâncias, incarnar na linguagem e constituir o quadro coerente de uma nova narrativa. Esta narrativa, tal como é apresentada, integra dados pontuais, preocupações contemporâneas de elementos antiquíssimos: constitui a actualização do mito, a sua valorização num determinado contexto, a sua abertura ao mundo real da compreensão. Ora, na nossa época, que narrativa pode dar melhor testemunho da permanência do mito do que a Banda Desenhada, expressão contemporânea, técnica popular plena da aliança da linguagem literária com as artes gráficas, e sobretudo meio ideal para a difusão do imaginário?

É neste espírito que se deve examinar a obra de um autor tão inspirado como Hugo Pratt. O seu interesse pelo mito manifesta-se desde o início da carreira. E o próprio personagem de Corto Maltese é a incarnação de uma figura mitológica, deus ou herói, de qualquer modo homem de todas as épocas e de parte nenhuma, perpétua errante num mundo em mutação, sobre cujas angústias e fantasmas ele reflecte. Com efeito, em última análise, Corto Maltese é mais uma testemunha impassível do que um actor dos dramas em que se vê envolvido. Se possui essa espécie de aura que marca os homens votados a destino excepcional, é porque o autor quis que ele fosse simultaneamente deus e homem. Como homem, está sujeito á lei comum do sofrimento, do desespero, da aventura, mas como deus desenreda o complexo emaranhado dos acontecimentos. E ele não é mortal a não ser na medida em que pode escolher a data e a hora a da sua morte, o que faz dele um ser excepcional.



Hugo Pratt, Corto Maltese As Célticas, Prefácio de Jean Markale


Imagem: O meu Herói...

22.5.07

Imperiosa Fuga

Imagem: Roy Lichtenstein Pistol, 1968


Esta pistola obriga-me por uns tempos (não muito) a deixar o prazer de vos visitar e escrever aqui.

Abraço
Bárbara

15.5.07

Misread




Kings of Convenience

8.5.07

ficar (canção de embalar)



Ah se eu pudesse não partir

Eu ficava aqui, contigo

Se eu pudesse não querer descobrir...


Ah se eu pudesse não escolher,

Eu juro, era este o meu abrigo

Se eu pudesse não saber

que há mais...


Mas como pode a lua não querer o céu?

Como pode o mar não querer o chão?

Como pode a vontade acalmar o desejo?

Como posso eu ficar?


Letra: Margarida Pinto (Apontamento) O álbum dos sonhos...
Imagem:Filme, Un Long Dimanche de Fiançailles, Jean-Pierre Jeunet

30.4.07

Bjork-Volta (2007)


01 - Earth Intruders
02 - Wanderlust
03 - The Dull Flame of Desire
04 - Innocence
05 - I See Who You Are
06 - Vertabrae By Vertabrae
07 - Pneumonia
08 - Hope
09 - Declare Independence
10 - My Juvenile
11 - Earth Intruders (Mark Stent Extended Mix)
12 - Innocence (Mark Stent Mix)
13 - I See Who You Are (Mark Bell Mix)
Lançamento: primeira semana de Maio
Bárbara

29.4.07

Embaraços

Sapatos Brancos: -Mas porque razão estamos debaixo de um guarda-chuva a ler um livro?
Sapatos Pretos:-Porque todos os livros têm um destino...

Bárbara

Foto: Cartier-Bresson

28.4.07

Mesa de Cabeceira III

Não vou descrevê-la em pormenor, mas a verdade é que, quando me vi ao espelho da casa de banho ( se bem se lembram, acabara de atirar pelo ar o do quarto), tive a impressão de que, se não me refreasse, ainda acabaria por passar um mau bocado. Apaixonei-me por mim-assim mesmo, meninos, haviam de ver aquela garota que olhava para mim pelos meus olhos...por toda a parte onde havia que olhar-anca, peito- (que valia a pena , porque a minha mãe não compra fancaria) -e uma maneira de me mexer que era de pôr doidos todos os duros de Bowery. (...)

"Elas não percebem nada", Boris Vian sob o pseudónimo de Vernon Sullivan

A ausência do Jazz de Vian simplifica a intensidade daquilo que seria excessivo para um leitura como esta.
Bárbara

27.4.07

26.4.07

Monotone


Antes de saíres para o trabalho, arrumas à pressa

o dia anterior

Para debaixo da cama.

Guardas o coração ainda adormecido bem dentro do teu corpo


E esqueces essa canção que já não passa na rádio

Mas que vive secretamente dentro de ti.

Fechas a porta à chave com duas voltas e sais.


Os teus passos na escada fria soam ligeiros e apagam-se,

Perde-se o rasto, easy listening,

Guardas tudo para ti como um ex-dj...

Assim partes, quase a correr.


Parada junto à passadeira, protegida num gesto ledo

Fixas o olhar na sombra dos carros que passam.

Esperas pelo sábado,

Pelo feriado e as suas pontes,

Pelas férias para ouvires as tuas canções.

Sentes-te longe, silenciosa de luz.

Desato torturas e afrouxo o meu coração com Naifa.

Bárbara





17.4.07

No teu ombro íntimo


Condenso a minha indefinição no teu ombro íntimo que se defronta com as juras e as fragilidades que vão para lá do amor.
Em ti, as amantes carícias perfumam adolescentemente as repentinas sensações, estas que se apegam aos meus desejos, outrora mais transparentes e macios como a minha saia de cetim.
O dia vai crescendo naquele florir que tento inventar e a noite surge apaixonadamente mais solitária deixando-se cair em pormenores relevantes. São estas noites que encolhem a nossa antologia menos deslumbrada que inocentemente desorganizei e que diluí a volúpia das nossas esperanças.

As esperanças erram o futuro que se fixa para nós tão longe, tão longe que os sonhos perdem-se nesta viagem que roça as palavras passadas. São estas palavras que te envio, essas que por nunca mais terem sido ditas desapareceram no acaso dos teus lábios.
Abrigámos histórias que não cicatrizaram em nós e que teimam em vibrar com força mas sem sentido... quero regressar a ti naqueles dias transparentes que cintilam aquilo que verdadeiramente somos.

Imagem: A das noites em que me deixo ser raptada por ti.
Bárbara

A arte de saber lutar


Que canseira esta coisa da vida...sempre o mesmo corre-corre para ela não nos fugir!!!

Bárbara

SAÍDA MICOLÓGICA

A Serra da Cabreira, é uma elevação com 1286 metros de altitude situada no Baixo Minho, e que se entrelaça com o Gerês. É detentora de uma beleza única agrupando seis unidades de paisagem: bosque de coníferas, bosque de folhosas, matos, bosque ripícola, prados de montanha e campos agrícolas.
Nesta saída de campo percorreremos, subindo de Turio para a Serradela, uma zona de bosque de ripicola onde dominam o amieiro, o salgueiro, bétula e surge ocasionalmente freixo, podendo também surgir o carvalho comum quando as linhas de água percorrem zonas de carvalhal; uma zona de bosque de folhosas com carvalho comum, castanheiro, e por fim uma zona de resinosas com pinheiro bravo, pinheiro silvestre, cedro branco, laricio europeu, cipreste da Califórnia e abeto do Norte. Com esta saída de campo pretendemos contribuir para a inventariação de espécies de macrofungos associadas à diversidade florística da Serra da Cabreira.
Programa:
Dia 28 de Abril, Sábado
09:00h: Recepção dos participantes junto à Câmara Municipal de Vieira do Minho
09:30h: Breve descrição do percurso e enquadramento da actividade micológica
10:00: 1º Percurso : Turio
12:30: Almoço tipo piquenique *
14:00: 2º Percurso: Serradela
17:00: Identificação do material recolhido
19h00: Encerramento da actividade com degustação de cogumelos.


* Da responsabilidade dos participantes.

Notas:
- As deslocações aos locais das saídas de campo serão feitas em viatura própria.
- Existe a possibilidade de alojamento gratuito nas casas da Serradela. Por favor, contacte-nos o mais cedo possível pois o número de camas é limitado.
Preços:
Actividade gratuita para sócios. O preço de participação é de 10 € para não sócios e inclui:
-Material de apoio à identificação do material recolhido;
-Degustação “micológica”.

As inscrições serão aceites por ordem de chegada e deverão ser enviadas até dia 25 de Abril para:
Elisabete Martins da Costa
Quinta de Sernades
Este São Mamede
4710-815 Braga

Tlmv: 962963669 / 912551352 ou email marifusa@gmail.com
Marifusa

15.4.07

O Espírito

Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;

E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.

Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:

Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Natália Correia


Os Domingos com poesia inclinam os afectos para o lado dos sonhos...
Bàrbara

12.4.07

Cry Me a River


Now you say you're lonely
You cry the whole night through
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you

Now you say you're sorry
For bein' so untrue
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you

You drove me, nearly drove me out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and
Now you say you love me
Well, just to prove you do
Come on and cry me a river, cry me a river
I cried a river over you

I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you




Bárbara cries with Julie London.

23.3.07

Je t´aime...moi non plus



Serge Gainsbourg and Jane Birkin

Fingi que dormia enquanto as palavras me acariciaram para depois me engolirem acompanhadas pelas batidas do coração...

Bárbara

22.3.07

Gula!!!!

Saboreei a minha própria pele e inudei-me por apetites dispersos que se abrigam nos recantos do meu sorriso.

Bárbara


20.3.07

Devaneios III

Hoje, e nestes dias que têm passado ando às voltas no meu carrossel.
Não o consigo parar!!!


Bárbara

8.3.07

Young Folks



Peter, Bjorn and John

Bárbara

Pepas obrigado pela sugestão!!!

3.3.07

Perpétua embriaguez

São nuas as gargalhadas silenciosas que nos agasalham em noites chuvosas onde se arranham as fantasias que lemos nos livros e vemos nos filmes. Somos trancados pelo gin e os cigarros nocturnos e apertados por uma qualquer banda sonora que risca o passado e teme o futuro.
Empolgamos beijos e desfiamos o eterno abandono que não sentimos mais. Congelamos o relógio que dura o tempo que quisermos e sacudimos a vida em infindáveis festejos naquela liberdade infantil que brinca connosco e nos compila numa caixinha de jogos de criança.
- Meu querido, somos de difícil disfarce.

Bárbara

Imagem: Anthony Quinn and Anna Karina fool around on The Magus, http://www.bloomsburyusa.com (Asseguro-vos que quando for grande vou ser como a Anna Karina!!)


1.3.07

Consciência Ecológica, já!!!

Inicia-se hoje o Ano Polar Internacional (API) e a maior colaboração científica internacional dos últimos 50 anos onde os efeitos do Aquecimento Global serão a questão central.

1-3-07
in Público

OBRIGATÓRIO PENSAR NISTO DE FORMA MAIS RESPONSÁVEL!



28.2.07

Maybe Not



Cat Power

Bárbara

25.2.07

Deixa Cair O Inverno

Quero sair do Inverno
e entrar no verão.
Como acontece contigo quando tiras o roupão
e o amor se mostra igual tanto aqui como no Japão.
Anda daí explico tudo ao serão
não me custa nada...até faço questão!

Das certezas e das incertezas
que se ocupam de mim,
tu és o único a deixar me dormir.
Já não tenho lata para pedir ao santo a cura da insónia
que me feche o olho sem sentir e me leia uma historia sem eu lhe pedir.
Importa não abrir ainda o dia de amanhã
amordaçar a noite
fazer soar o teu divã.

Lanço a minha seta e tu não a vês
nas nuvens da infusão
lês os meus porquês
na mais profunda escuridão
dissipam-se os porquês.

Mesa
(Acolho o Inverno no meu quarto e faço da sua frieza a minha frescura!)

Bárbara

Transtornar a Cidade

Fotografia: Bárbara, Coimbra 2/o7

23.2.07

O Ponto Indivisível

A arte é uma representação nesse sentido de imitação. Que é este, parece o primeiro sinal de inteligência humana. A imitação é a mãe surpresa, e esta, a do riso. O trabalho surge como uma necessidade exterior porque a fome é um imperativo, e a arte aparece como uma necessidade interior, quer ligada ao sexo e aos fundamentos dessa actividade, e deste modo à sua componente erótica , traduzível também no misticismo, na assunção dos tabus, na castração.
A outra questão que se pode pôr é a de saber se o homem mudou estruturalmente com o meio, isto é com a tecnologia.
Sem ele permanece ou não o mesmo de um ponto de vista espiritual. Diz-se com frequência em relação às atrocidades comtemporâneas, que sempre houve, só que não eram tão divulgadas.
A continuação desta pergunta seria a de tentar saber se a crueldade é, não apenas natural, como humanamente inextinguível. Se é parte intrínseca da natureza do homem.(...)
Se a electrónica, a informática e as comunicações modificaram o meio, poderão influenciar o comportamento humano, mas não alteraram a sua natureza. Tudo parece indicar que o homem continuará a sentir as suas pulsões mortíferas, a sua estuância libidinal e o mesmo prazer em acalmar a fome. Terá igualmente necessidade de se representar a si e à vida ou ao mundo que o cerca. E essa representação, que não é filha duma necessidade exterior, como a de se tapar quando tem frio, mas interior PORQUE A VIDA NÃO LHE CHEGA, PORQUE ESTÁ CONDENADO À MORTE, TEM CONSCIÊNCIA DISSO- o facto de a imortalidade nunca ter sido confirmada continua a não convencer toda a gente- essa representação parece afinal ter como motor o desejo de repetir a vida. (...)
Jorge Guimarães, O Ponto Indivisível
Contra aquele arrebatamento que se vai acumulando em nós apresso-me e demoro-me muitas vezes neste compêndio. Represento-me muitas vezes na música que gosto, nos filmes que amo e nas palavras, aquelas que me obrigam tantas vezes a olhar para dentro de mim, aquelas que me redesenham em temporalidades que não sei definir. As reticências contam-me assim, às vezes demasiadamente.
O meu manual interior é muitas vezes espreitado por vocês, e com vocês conserto-me e desorganizo-me, divirto-me e refugio-me. Aqui as imagens válidas são as palavras que muitos vão deixando, palavras sem rosto, sem idade, são as imagens que se acumulam verdadeiramente dentro de mim. Elas remetem-me para a ideia contínua de que as interpretações a que quem escreve está sujeito, é feito de reinterpretações igualmente valiosas, permutas emotivas que permanecem sempre comigo, um ponto indivisível.

Bárbara

22.2.07

CocoRosie

Il fut un temps où rien n'était éteint
Où seul l'or de mon coeur donnait l'heure
Et alors j'étais fort, mais j'ai perdu la fleur et l'innocence
Dans ce décor je me sens perdu, rien n'a plus de sens
Mais j'ai encore quelques rêves et si tant est que j'aie le temps
J'irai caresser leurs lèvres
J'ai encore quelques rêves
Et si tant est que j'aie le temps j'irai caresser leurs lèvres
Il fut un temps où rien n'était éteint
Où seul l'or de mon coeur donnait l'heure
Et alors j'étais fort, mais j'ai perdu la fleur et l'innocence
Dans ce décor je me sens perdu, car rien n'a plus de sens

Si le temps avance trop
Je me sens de taille (Il nous entaille ?)

Je suis un enfant
Je refuse le temps

Je regarde le ciel et cet arc-en-ciel qui m'apaise
Je regarde la lumière et puis j'erre dans mes rêves

Oublier le temps
Rester un enfant


14 de Abril de 2007 /Aula Magna( Estas irmãs são mesmo especiais!!)

Bárbara

20.2.07

Carnival Day/ Be my Angel




Fotografia: Benny Gomes, Carnival Day-República dos Inkas, 2007

13.2.07

Fugi com a Sílvia


O meu coração também parou, vou Fugir para me perder e depois me reencontrar.
Este blog ficará no esquecimento....por uns dias.
Bárbara

12.2.07

Sedução Desalinhada

Imagem: Pulp Fiction, Não sabes, mas estamos os dois nesta cópia.

Bárbara

Totalmente Lomografada



O meu novo mundo em construção!


Fotografia: Iria Cunha (Lomo Addicted), Electric Lomo Guitar, 2003


Bárbara e Iria

11.2.07

Hopeless


Imagem: Roy Lichtenstein
Bárbara

Ensaios


Ensaiámos às escuras este desencontro que sabotou os passos que queriamos dar.



[Enganei-me mais uma vez, mas sem os meus sapatos não consigo dançar. Não, não tens de voltar a repetir, eu organizo os movimentos, deixa-me pousar os pés no chão.]



Bárbara
Imagem: http://i3.photobucket.com/albums/y72/monilisa/17c52e2a.jpg saltos detango

10.2.07

As horas vão altas numa praia qualquer

As horas vão altas, tentas largar aquele riso indecente que te provoca e te persegue numa praia qualquer onde chovem águas que te deslocam para uma tentação provocantemente intensa.
Sabes que chegará a hora marcada, aquela que é convidativa e que produz romances, sabes que ficarás a ler os teus pensamentos, aqueles que são corajosos e te trazem o incógnito.
Crias as lembranças onde te despedes e rasgas a noite, já muito de noite, numa praia qualquer.
Não as guardas porque nunca existiram e não as perdes porque adormecem contigo.
Bárbara

9.2.07

Lloyd I'm Ready To Be Heartbroken




Camera Obscura

Morning Start


Escapas sempre ao estilo convencional e ficas siderado numa estranheza só tua sem cessar. Gostas das manhãs e da intensidade do teu chá(chá verde, grãos de guaraná, gengibre, limão, pimenta preta, música q.b, e paixão a seu gosto, cuidado: explosivo e abrasivo)...aquele que tu assinaste como parte dos nossos códigos.
Bárbara
Imagem: http://www.artesempartes.com, Rota do Chá

4.2.07

Devaneios II

Hoje estou farta de pessoas....

:( Bárbara

Nouvelle Vague

Fotografia: Anna Karine on the set of Vivre Sa Vie

Bater a claquete para no fim elogiar os autores, realizadores, verdadeiros criadores desta arte.

Bárbara

29.1.07

Esconderijo IV

... aquela certeza que não é verdadeira e a enrosca numa paz fingida / a fantasia que tropeça nas suas dúvidas e teme os sonhos que se penduram nela / aquela recordação que não envelhece e a sacode como dois apaixonados acordes musicais / a incerteza sôfrega que a cerca com interrogações e a enovela numa libertação fechada / aquela mania que lhe escorre dos braços e a separa da limpidez das suas lágrimas...
Bárbara

27.1.07

Embaraços



Enlaçámo-nos naquele valsar audaz...que me fez corar.

Bárbara
Fotografia: Ilse Bing

Inocentemente...



Ouvir filmes de olhos fechados...os de sempre...
Bárbara

20.1.07

I'll Be Your Mirror


I´ll be your mirror
Reflect what you are in case you don´t know
I´ll be the wind, the rain and the sunset
The light on your door to show that you are home

When you think the night has seen your mind
That inside you´re twisted and unkind
Let me stand to show that you are blind
Please put down your hand
´Cause I see you

I think it´s hard you don´t know
The beauty you are
But if you don´t, let me be your eye
A hand in the darkness, so you wont be afraid

When you think the night has seen your mind
That inside you´re twisted and unkind
Let me stand to show that you are blind
Please put down your hand
´Cause I see youI´ll be your mirror

Velvet Underground

Fotografia: Ilse Bing

Correntes d´ Escritas

O arranque oficial do programa das Correntes d`Escritas realiza-se no dia 7 de Fevereiro e termina a 10 de Fevereiro na Póvoa de Varzim.
Vou ser levada por aquelas que são as melhores correntes, um importante encontro que celebra as artes e a literatura.
Uma sugestão!

Bárbara

12.1.07

Satisfaction




Bjork, P.J Harvey


Bárbara

11.1.07

Devaneios

Hoje cheiras a charme...
Bárbara

10.1.07

Endless Summer


Larga tudo e vamos fazer deste dia o nosso Endless Summer.
Deixa de lado essa tensão interior e ouve a música que te acorda.
Larga o mergulho desses pensamentos que não te deixam viver.
Deixa as recordações que te adormecem e inventa a felicidade.
Larga esse dia cinzento e transforma-o naquele Verão de amantes.
Deixa essa representação e revela-te para a vida.
Larga a tua rigidez e ultrapassa as ondas que te querem ganhar.
Deixa essas composições que já não dizem nada e agarra o nosso Endless Summer.

Bárbara

Imagem: Adoro estes postais!!!
... algures encontrada na web.

Introspecção





Desligo-me contra a minha vontade e abraço a intimidade que existe dentro de mim e que me mantém acordada...um estado de vígilia que se reflecte no mar e segue para não sei onde... um onde que não conheço mais.

Bárbara

Imagem: Edward Hopper

2.1.07

Fever

Never know how much I love you,
Never know how much I care.
When you put your arms around me,
I get a fever that's so hard to bear.

You give me fever,
When you kiss me,
Fever when you hold me tight.
Fever! In the morning,
Fever all through the night.

Sun lights up the daytime
And moon lights up the night..
I light up when you call my name
And you know I'm gonna treat you right

You give me fever When you kiss me, Fever when you hold metight.Fever! In the morning, and fever all through the night

Everybody's got the fever
That is something you all know
Fever isn't such a new thing
Fever started long ago

Romeo loved Juliette
Juliette she felt the same
When he put his arms around her he said,
"Julie, Baby , you're my flame

"Thou giveth fever
"When we kisseth"
"Fever when he holds me tight
"Fever! I'm his mistress, So
"Daddy, Won't you treat him right?"

Now you've listened to my story,
Here's the point that I have made:
Chicks were born to give you fever,
Be it Fahrenheit of Centigrade

They give you fever
When you kiss them
Fever if you live and learn
Fever ! till you sizzle
what a lovely way to burn
what a lovely way to burn
what a lovely way to burn
what a lovely way to burn

Bárbara is dancing with Peggy Lee

1.1.07

Incertezas de um novo ano


Brilhantina:- Acabaram-se os copos de vinho, os instrumentos calaram-se, as luzes apagaram-se.
Saltos altos:-Doiem-me os pés...
Brilhantina: Era isso que me querias dizer? Pensei....
Saltos altos: Deixa lá....tenho um ano inteiro para te dizer, agora... não sei bem...o que te queria dizer. Vamos para casa. Tou cansada.
Brilhantina: Sim, vamos...descansar o passado para improvisar o futuro.

Bárbara