Não, não apanhei choque...
Bárbara
Imagem: Anna Karina



Os mitos são eternos na medida em que são imanentes. A sua força vem-lhes do facto de poderem sempre, a qualquer momento, em todas as circunstâncias, incarnar na linguagem e constituir o quadro coerente de uma nova narrativa. Esta narrativa, tal como é apresentada, integra dados pontuais, preocupações contemporâneas de elementos antiquíssimos: constitui a actualização do mito, a sua valorização num determinado contexto, a sua abertura ao mundo real da compreensão. Ora, na nossa época, que narrativa pode dar melhor testemunho da permanência do mito do que a Banda Desenhada, expressão contemporânea, técnica popular plena da aliança da linguagem literária com as artes gráficas, e sobretudo meio ideal para a difusão do imaginário? 


Desato torturas e afrouxo o meu coração com Naifa.
Bárbara


São nuas as gargalhadas silenciosas que nos agasalham em noites chuvosas onde se arranham as fantasias que lemos nos livros e vemos nos filmes. Somos trancados pelo gin e os cigarros nocturnos e apertados por uma qualquer banda sonora que risca o passado e teme o futuro.Bárbara
Imagem: Anthony Quinn and Anna Karina fool around on The Magus, http://www.bloomsburyusa.com (Asseguro-vos que quando for grande vou ser como a Anna Karina!!)
Il fut un temps où rien n'était éteint


Fotografia: Anna Karine on the set of Vivre Sa Vie 

Never know how much I love you,