31.8.07
na blogosfera / alguns amigos
"Surf and bodyboard photos" festeja a vida com uma inocência adolescente que traz muitas saudades.
27.8.07
26.8.07
25.8.07
Às vezes perco-me assim e quase choro com a chuva que modela as minhas narrativas agora tão frágeis.
Aquieto-me na minha tristeza que me obriga a beijar as despedidas cada vez mais presentes em mim.
Bárbara
Aquieto-me na minha tristeza que me obriga a beijar as despedidas cada vez mais presentes em mim.
Bárbara
23.8.07
" As pessoas grandes nunca percebem nada sozinhas..."
-È uma coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
-Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo... (...)
-Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
O Principezinho, Antoine de Sant-ExupérySentei-me junto ao principezinho, não sei bem onde, mas penso que foi no asteroíde B612 junto da sua flor com os olhos fechados: " porque o essencial é invisível para os olhos..."
Bárbara
21.8.07
Embaraços
20.8.07
World Press Photo
16.8.07
14.8.07
13.8.07
Miguel Torga
7.8.07
Mesa de Cabeceira V
(...)Não tendo elos indissolúveis e definitivos- o cidadão da nossa líquida sociedade moderna-e os sucessores actuais são obrigados a unir por iniciativa, habilidades e dedicação próprias, os laços que porventura pretendam usar com o resto da humanidade. Isolados, precisam de se ligar... Nenhuma das ligações que venham a preencher a lacuna deixada pelos vínculos ausentes ou absoletos tem, contudo, garantia de permanência. De qualquer modo, esses laços precisam de ser atados levemente, para poderem ser outra vez desfeitos, sem grandes delongas, quando os cenários mudarem- o que, na modernidade líquida ocorrerá repetidas vezes.
A misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos contraditórios ( estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo de os manter frouxos (....).
No nosso mundo de furiosa "individualização", os relacionamentos são bênções ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Durante a maior parte do tempo, esses dois avatares coabitam- embora em diferentes níveis de consciência. No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos de ambivalência. È por isso , podemos garantir que se encontram tão firmemente no cerne das atenções dos modernos e líquidos indivíduos-por-decreto e no topo da sua agenda existencial.
Como apontou Emerson, quando se esquia sobre gelo fino, a salvação está na velocidade. Quando se é traído pela qualidade, tende-se a procurar a desforra na quantidade.(...)
Zygmunt Bauman, "Amor Líquido"
5.8.07
31.7.07
28.7.07
Boa noite a todos
"Quando o comboio partir não digas adeus porque ficaste no cais. Foi apenas o teu passado que se foi embora, na terceira ou na quarta carruagem de segunda classe, precisamente a que acaba de desaparecer no túnel. Foi apenas o teu passado que se foi embora: o teu presente ficou. O teu presente, isto é: ir ao bar da estação, sem ter tirado o lenço da algibeira, sem saudade, sem remorso, sem pena, e olhar pelo vidro da porta o cais vazio, com o relógio a marcar uma hora que já não é tua. Não penses na bagagem que ninguém recolherá na gare de uma cidade onde não irás nunca: o que arrumaste lá dentro deixou de pertencer-te. (...) "
António Lobo Antunes, Segundo Livro de Crónicas.
27.7.07
21.7.07
A arte, a publicidade e as massas
20.7.07
Esconderijo VI
Imitam o desconhecido naquele jeito que desabotoou a noite e que parece querer tropeçar nos seus saltos de swing.
Cobrem-se de silêncios para se protegerem da chuva cheia de sons que pausadamente desmancham os sonhos e o tino.
Cantarolando os anseios da noite os seus pés aceleram e perguntam ao incógnito:- Como te chamas? Demoras muito a chegar?
Fotografia:Brassaï,Pessoas à chuva, 1935
Bárbara
Bárbara
19.7.07
Com Lynch até às últimas consequências...

“Wake up and find out what the hell yesterday was about. I'm not too keen on tomorrow, and today's slipping by.”
LAURA DERN (Nikki)
"Oferece-se ao espectador exactamente dessa maneira: um sonho agitado, uma viagem num comboio-fantasma, uma tripaluciógenea. A contemplação é indissociável da sua própria experiência, e esta tem tanto de intelectual como de sensorial.(...) Rouba-se a história ao espectador e ele é obrigado a ver o filme. Da "HollywoodBabylon" Lynch parte para uma história que toca em vários tema e procedimentos habituais nele: projecções, desdobramentos de personalidade (a "loucura" que não se reconhece, a "sanidade"que duvida de si, outra matéria bem lynchiana), vampirismos e possessõs de origem inexplicada, golpes de rins cronológicos, num tom de conto de fados virado do avesso onde abundam capuchinhos vermelhos e lobos maus(...). Depois, visões, "flashes", fragmentos de um " Rorschach" para que eventualmene só Lynch tem a chave(...). O aspecto cru, pouco polido, curiosamente "realista" da imagem em vídeo quando oposta à fotografia de cinema, joga a favor de uma dimensão, " experimental", cauciona e exponencia o ensaio do "inorgânico", salienta a "performance" e o artesanato. E o "gag", como quando um grupo de mulheres se lança numa coreografia ao som de " Locomotion"( Ah, Lynch, gozas com o espectador, Deus te abençoe).
(...) ajuda a explicar os coelhos, Lynch, feito Lewis Carroll pósfreudiano, conduzindo a sua Alice pelo país dos horrores."
Luís Miguel Olivira, Público 6-4-07
Como disse um amigo meu: -Com drogas destas quem precisa de uma a sério????
Bárbara
18.7.07
16.7.07
Cinema
13.7.07
Devaneios V

Hoje troquei
a minha cama pelo sofá
e o meu silêncio apagado
pela voz da Joanna Newson.
Larguei o coração
agarrei a razão
acordou -me com certezas...
agora não as quero ouvir.
Fartei-me da inutilidade
das coisas sérias e resolvi:
-Hoje, faço uma grande festa!!!
Estão todos convidados.
Bárbara
10.7.07
-Assim, nunca mais chegamos...
-Estaciona! Cuidado, que ainda esbarras num mundo de angústias!
- Não tenhas medo. - disse ele, conduzindo ainda mais rápido. Liberta-te desses comprometimentos excessivos onde a noite não sonha, e a felicidade é só uma ilusão.
- Por favor, não aceleres tanto... ainda entramos num beco escuro daqueles sem fim. Onde estão os jardins românticos decorados de flores que se beijam ao som do vento apaixonado?-perguntou ela.
-Não sei... já demos voltas e mais voltas e estamos sempre no mesmo lugar...
Bárbara
4.7.07
Funny Little Frog
Honey lovin you is the greatest thing
I get to be myself and I get to sing
I get to play at being irresponsible
I come home late at night and I love your soul
I never forget you in my prayers
I never have a bad thing to report
You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat
My eye sight’s fading, my hearing’s dim
I can’t get insured for the state I’m in
I’m a danger to myself I’ve been starting fights
At the party at the club on a Saturday night
But I don’t get disapproving from my girl
She gets the all highlights wrapped in pearls..
You’re my picture on the wall
You’re my vision in the hall
You’re the one I’m talking to
When I get in from my work
You are my girl, and you don’t even know it
I am livin out the life of a poet
I am the jester in the ancient court
You’re the funny little frog in my throat
I had a conversation with you at night
It’s a little one sided but that’s allright
I tell you in the kitchen about my day
You sit on the bed in the dark changing places
With the ghost that was there before you came
You’ve come to save my life again
I don’t dare to touch your hand
I don’t dare to think of you
In a physical way
And I don’t know how you smell
You are the cover of my magazine
You’re my fashion tip, a living museum
I’d pay to visit you on rainy Sundays
I’ll maybe tell you all about it someday
Belle & Sebastian
22.6.07
naquelas tardes de Verão...
O sol raiava pela janela anunciando mais um fim de semana de Verão que se misturava com as doces palavras do Vinícius que tu e a mamã tanto ouviam.
Lembro-me muitas vezes da correria pela Avenida que separa a casa da praia e das brincadeiras que se conjugavam com aquelas rotinas que se amam. Muitas mais vezes lembro-me do passo ansioso e tão feminino da mamã, parecia sempre vê-la dançar no seu vestido de praia que tu tanto gostavas.
Levava sempre comigo nesses Verões de infância, o mundo calado dentro do meu balde de praia que brincava com a minha imaginação de menina que nunca mais se resumiu. Enchi-o de sonhos carregados de doçura que a pá adornava com algas e estrelas do mar e dos jogos na água que se misturavam com os teus caracóis e os teus olhos feitos de planícies verdes que não se conseguiam ver do mar.
Levava sempre comigo nesses Verões de infância, o mundo calado dentro do meu balde de praia que brincava com a minha imaginação de menina que nunca mais se resumiu. Enchi-o de sonhos carregados de doçura que a pá adornava com algas e estrelas do mar e dos jogos na água que se misturavam com os teus caracóis e os teus olhos feitos de planícies verdes que não se conseguiam ver do mar.
Ainda ouço as gargalhadas largas da mamã entre acenos cheios de pormenores que cheiravam a amor.
Sou esse tempo, onde regresso tantas vezes para me enfeitar de risos e serenidade. Esse tempo onde não existem medos e o meu coração é acalentado.
- Sabes papá hoje disseram-me que a vida não é um daqueles filmes românticos que gosto, sabes aqueles que tantas vezes vimos juntos... não te preocupes eu não acreditei...
Boa Viagem.
Bárbara
Sou esse tempo, onde regresso tantas vezes para me enfeitar de risos e serenidade. Esse tempo onde não existem medos e o meu coração é acalentado.
- Sabes papá hoje disseram-me que a vida não é um daqueles filmes românticos que gosto, sabes aqueles que tantas vezes vimos juntos... não te preocupes eu não acreditei...
Boa Viagem.
Bárbara
21.6.07
Esconderijo VI
Viajo dentro de ti e danço com os teus sentimentos saturados o acaso da vida.
Sem lentidão escavo os afectos que sopram os desejos do teu sabor... na esperança de um dia te encontrar de novo e sabendo que este será o meu maior engano.
Sem lentidão escavo os afectos que sopram os desejos do teu sabor... na esperança de um dia te encontrar de novo e sabendo que este será o meu maior engano.
Bárbara
I Remember You

Was it in Tahiti
Were we on the Nile
long, long ago
say, an hour or so
I recall that I saw your smile...
I Remember You
You're the one who made
my dreams come true
A few kisses ago
I remember you
You're the one who said
I love you too
Didn't you know
And I remember too a distant bell
And stars that fell
Like rain out of the blue
When my life is through
And the angels ask me to recall
The thrill of them all
Then I shall tell them
I Remember You !
(Trumpet Solo)
(Piano Solo)
I remember too a distant bell
And stars that fell like rain
Out of the blue
When my life is through
And the angels ask me to recall
The thrill of them all
Then I shall tell them
I remember you!
If they should ask
I'll gladly tell them
I remember you!
Bárbara revive sonhos e volta a corar com Chet Baker.
17.6.07
Esconderijo V
13.6.07
12.6.07
Mesa de Cabeceira IV
(...) Descontrai-te. Recolhe-te. Afasta de ti todos os outros pensamentos. Deixa esfumar-se no indistinto o mundo que te rodeia. A porta é melhor fechá-la; lá dentro a televisão está sempre acesa. Diz aos outros: "Não, não quero ver televisão!" Levanta a voz, senão não te ouvem: " Estou a ler!" Não quero que me incomodem!". Não devem ter-te ouvido, com aquele barulho todo; fala mais alto, grita: " Estou a começar a ler o novo romance de Italo Calvino!" Ou se não quiseres não digas nada; esperemos que te deixem em paz. (...)
Se numa noite de Inverno um viajante
O romance começa numa estação ferroviária, ronca uma locomotiva, um arfar de êmbolo tapa a abertura do capítulo, uma nuvem de fumo esconde parte do primeiro parágrafo.(...)
Debruçando-se da escarpada falésia
Há dias em que tudo o que vejo me parece pleno de significados: mensagens que me seria difícil comunicar a outros, definir, traduzir por palavras, mas que precisamente por isso se me apresentam como decisivas. São anúncios de presságios que me dizem respeito a mim mesmo e ao mundo ao mesmo tempo: e de mim, não os acontecimentos exteriores da existência mas o que acontece cá dentro, no fundo; e do mundo não um facto singular qualquer mas o modo de ser geral de tudo. Compreendem pois a minha dificuldade em falar disto, a não ser por alusões.
" Se numa noite de Inverno um viajante" Italo Calvino
10.6.07
Anjos mulheres
As mulheres voam
como os anjos:
Com as suas asas feitas
de cristal de rocha da memória
Disponíveis
para voar
soltas...
Primeiro lentamente:
uma por uma
Depois,
iguais aos passaros
fundas...
Nadando,
juntas
Secreta:
a rasar o chão
a rasar
a fenda da lua
no menstruo:
por entre a fenda das pernas
Às vezes é o aço
que se prende
na luz
A dobrarmos o espaço?
Bruxas:
pomos asas
em vassouras de vento
E voamos
Como as asas
lhe cresciam nas coxas
diziam dela:
que era um anjo do mar
Rondo alto,
postas em nudez de ombros
e pernas
perseguindo,
pelos espaços,
lunares da menstruação
e corpo desavindo
Não somos violencia
mas o voo
quando nadamos
de costas pelo vento
até à foz do tempo
no oceano denso
da nossa própria voz
Sabemos distinguir
a dormir
os anjos das rosas voadoras
pelo tacto?
Somos os anjos
do destino
com a alma
pelo avesso
do útero
Voamos a lua
menstruadas
Os homens gritam:
– são as bruxas
As mulheres pensam:
– são os anjos
As crianças dizem:
– são as fadas
Fadas?
filigrama cintilante
de asas volteando
no fundo da vagina
Nadamos?
De costas,
no espaço deste século
Mudar o rumo
e as pernas mais
ao fundo
portas por trás
dobradas pelos rins
Abrindo o ar
com o corpo num só golpe
Soltas,
viando
até chegar ao fim
Dizem-nos:
que nos limitemos ao espaço
Mas nós voamos
também
debaixo de água
Nós somos os anjos
deste tempo
Astronautas,
voando na memória
nas galáxias do vento...
Temos um pacto
com aquilo que
voa
– as aves
da poesia
– os anjos
do sexo
– o orgasmo
dos sonhos
Não há nada
que a nossa voz não abra
Nós somos as bruxas da palavra
Maria Teresa Horta
Os Domingos com poesia fazem crescer asas...
Bárbara
como os anjos:
Com as suas asas feitas
de cristal de rocha da memória
Disponíveis
para voar
soltas...
Primeiro lentamente:
uma por uma
Depois,
iguais aos passaros
fundas...
Nadando,
juntas
Secreta:
a rasar o chão
a rasar
a fenda da lua
no menstruo:
por entre a fenda das pernas
Às vezes é o aço
que se prende
na luz
A dobrarmos o espaço?
Bruxas:
pomos asas
em vassouras de vento
E voamos
Como as asas
lhe cresciam nas coxas
diziam dela:
que era um anjo do mar
Rondo alto,
postas em nudez de ombros
e pernas
perseguindo,
pelos espaços,
lunares da menstruação
e corpo desavindo
Não somos violencia
mas o voo
quando nadamos
de costas pelo vento
até à foz do tempo
no oceano denso
da nossa própria voz
Sabemos distinguir
a dormir
os anjos das rosas voadoras
pelo tacto?
Somos os anjos
do destino
com a alma
pelo avesso
do útero
Voamos a lua
menstruadas
Os homens gritam:
– são as bruxas
As mulheres pensam:
– são os anjos
As crianças dizem:
– são as fadas
Fadas?
filigrama cintilante
de asas volteando
no fundo da vagina
Nadamos?
De costas,
no espaço deste século
Mudar o rumo
e as pernas mais
ao fundo
portas por trás
dobradas pelos rins
Abrindo o ar
com o corpo num só golpe
Soltas,
viando
até chegar ao fim
Dizem-nos:
que nos limitemos ao espaço
Mas nós voamos
também
debaixo de água
Nós somos os anjos
deste tempo
Astronautas,
voando na memória
nas galáxias do vento...
Temos um pacto
com aquilo que
voa
– as aves
da poesia
– os anjos
do sexo
– o orgasmo
dos sonhos
Não há nada
que a nossa voz não abra
Nós somos as bruxas da palavra
Maria Teresa Horta
Os Domingos com poesia fazem crescer asas...
Bárbara
9.6.07
8.6.07
O sonho celta de Hugo Pratt
Os mitos são eternos na medida em que são imanentes. A sua força vem-lhes do facto de poderem sempre, a qualquer momento, em todas as circunstâncias, incarnar na linguagem e constituir o quadro coerente de uma nova narrativa. Esta narrativa, tal como é apresentada, integra dados pontuais, preocupações contemporâneas de elementos antiquíssimos: constitui a actualização do mito, a sua valorização num determinado contexto, a sua abertura ao mundo real da compreensão. Ora, na nossa época, que narrativa pode dar melhor testemunho da permanência do mito do que a Banda Desenhada, expressão contemporânea, técnica popular plena da aliança da linguagem literária com as artes gráficas, e sobretudo meio ideal para a difusão do imaginário? É neste espírito que se deve examinar a obra de um autor tão inspirado como Hugo Pratt. O seu interesse pelo mito manifesta-se desde o início da carreira. E o próprio personagem de Corto Maltese é a incarnação de uma figura mitológica, deus ou herói, de qualquer modo homem de todas as épocas e de parte nenhuma, perpétua errante num mundo em mutação, sobre cujas angústias e fantasmas ele reflecte. Com efeito, em última análise, Corto Maltese é mais uma testemunha impassível do que um actor dos dramas em que se vê envolvido. Se possui essa espécie de aura que marca os homens votados a destino excepcional, é porque o autor quis que ele fosse simultaneamente deus e homem. Como homem, está sujeito á lei comum do sofrimento, do desespero, da aventura, mas como deus desenreda o complexo emaranhado dos acontecimentos. E ele não é mortal a não ser na medida em que pode escolher a data e a hora a da sua morte, o que faz dele um ser excepcional.
Hugo Pratt, Corto Maltese As Célticas, Prefácio de Jean Markale
Imagem: O meu Herói...
22.5.07
Imperiosa Fuga
15.5.07
8.5.07
ficar (canção de embalar)

Ah se eu pudesse não partir
Eu ficava aqui, contigo
Se eu pudesse não querer descobrir...
Ah se eu pudesse não escolher,
Eu juro, era este o meu abrigo
Se eu pudesse não saber
que há mais...
Mas como pode a lua não querer o céu?
Como pode o mar não querer o chão?
Como pode a vontade acalmar o desejo?
Como posso eu ficar?
Letra: Margarida Pinto (Apontamento) O álbum dos sonhos...
Imagem:Filme, Un Long Dimanche de Fiançailles, Jean-Pierre Jeunet
30.4.07
Bjork-Volta (2007)

01 - Earth Intruders
02 - Wanderlust
03 - The Dull Flame of Desire
04 - Innocence
05 - I See Who You Are
06 - Vertabrae By Vertabrae
07 - Pneumonia
08 - Hope
09 - Declare Independence
10 - My Juvenile
11 - Earth Intruders (Mark Stent Extended Mix)
12 - Innocence (Mark Stent Mix)
13 - I See Who You Are (Mark Bell Mix)
Lançamento: primeira semana de Maio
Bárbara
29.4.07
28.4.07
Mesa de Cabeceira III
Não vou descrevê-la em pormenor, mas a verdade é que, quando me vi ao espelho da casa de banho ( se bem se lembram, acabara de atirar pelo ar o do quarto), tive a impressão de que, se não me refreasse, ainda acabaria por passar um mau bocado. Apaixonei-me por mim-assim mesmo, meninos, haviam de ver aquela garota que olhava para mim pelos meus olhos...por toda a parte onde havia que olhar-anca, peito- (que valia a pena , porque a minha mãe não compra fancaria) -e uma maneira de me mexer que era de pôr doidos todos os duros de Bowery. (...)
"Elas não percebem nada", Boris Vian sob o pseudónimo de Vernon Sullivan
A ausência do Jazz de Vian simplifica a intensidade daquilo que seria excessivo para um leitura como esta.
Bárbara
"Elas não percebem nada", Boris Vian sob o pseudónimo de Vernon Sullivan
A ausência do Jazz de Vian simplifica a intensidade daquilo que seria excessivo para um leitura como esta.
Bárbara
27.4.07
26.4.07
Monotone

Antes de saíres para o trabalho, arrumas à pressa
o dia anterior
Para debaixo da cama.
Guardas o coração ainda adormecido bem dentro do teu corpo
E esqueces essa canção que já não passa na rádio
Mas que vive secretamente dentro de ti.
Fechas a porta à chave com duas voltas e sais.
Os teus passos na escada fria soam ligeiros e apagam-se,
Perde-se o rasto, easy listening,
Guardas tudo para ti como um ex-dj...
Assim partes, quase a correr.
Parada junto à passadeira, protegida num gesto ledo
Fixas o olhar na sombra dos carros que passam.
Esperas pelo sábado,
Pelo feriado e as suas pontes,
Pelas férias para ouvires as tuas canções.
Sentes-te longe, silenciosa de luz.
Desato torturas e afrouxo o meu coração com Naifa.
Bárbara
25.4.07
19.4.07
17.4.07
No teu ombro íntimo

Condenso a minha indefinição no teu ombro íntimo que se defronta com as juras e as fragilidades que vão para lá do amor.
Em ti, as amantes carícias perfumam adolescentemente as repentinas sensações, estas que se apegam aos meus desejos, outrora mais transparentes e macios como a minha saia de cetim.
O dia vai crescendo naquele florir que tento inventar e a noite surge apaixonadamente mais solitária deixando-se cair em pormenores relevantes. São estas noites que encolhem a nossa antologia menos deslumbrada que inocentemente desorganizei e que diluí a volúpia das nossas esperanças.
Em ti, as amantes carícias perfumam adolescentemente as repentinas sensações, estas que se apegam aos meus desejos, outrora mais transparentes e macios como a minha saia de cetim.
O dia vai crescendo naquele florir que tento inventar e a noite surge apaixonadamente mais solitária deixando-se cair em pormenores relevantes. São estas noites que encolhem a nossa antologia menos deslumbrada que inocentemente desorganizei e que diluí a volúpia das nossas esperanças.
As esperanças erram o futuro que se fixa para nós tão longe, tão longe que os sonhos perdem-se nesta viagem que roça as palavras passadas. São estas palavras que te envio, essas que por nunca mais terem sido ditas desapareceram no acaso dos teus lábios.
Abrigámos histórias que não cicatrizaram em nós e que teimam em vibrar com força mas sem sentido... quero regressar a ti naqueles dias transparentes que cintilam aquilo que verdadeiramente somos.
Abrigámos histórias que não cicatrizaram em nós e que teimam em vibrar com força mas sem sentido... quero regressar a ti naqueles dias transparentes que cintilam aquilo que verdadeiramente somos.
Imagem: A das noites em que me deixo ser raptada por ti.
Bárbara
SAÍDA MICOLÓGICA
A Serra da Cabreira, é uma elevação com 1286 metros de altitude situada no Baixo Minho, e que se entrelaça com o Gerês. É detentora de uma beleza única agrupando seis unidades de paisagem: bosque de coníferas, bosque de folhosas, matos, bosque ripícola, prados de montanha e campos agrícolas.
Nesta saída de campo percorreremos, subindo de Turio para a Serradela, uma zona de bosque de ripicola onde dominam o amieiro, o salgueiro, bétula e surge ocasionalmente freixo, podendo também surgir o carvalho comum quando as linhas de água percorrem zonas de carvalhal; uma zona de bosque de folhosas com carvalho comum, castanheiro, e por fim uma zona de resinosas com pinheiro bravo, pinheiro silvestre, cedro branco, laricio europeu, cipreste da Califórnia e abeto do Norte. Com esta saída de campo pretendemos contribuir para a inventariação de espécies de macrofungos associadas à diversidade florística da Serra da Cabreira.
Nesta saída de campo percorreremos, subindo de Turio para a Serradela, uma zona de bosque de ripicola onde dominam o amieiro, o salgueiro, bétula e surge ocasionalmente freixo, podendo também surgir o carvalho comum quando as linhas de água percorrem zonas de carvalhal; uma zona de bosque de folhosas com carvalho comum, castanheiro, e por fim uma zona de resinosas com pinheiro bravo, pinheiro silvestre, cedro branco, laricio europeu, cipreste da Califórnia e abeto do Norte. Com esta saída de campo pretendemos contribuir para a inventariação de espécies de macrofungos associadas à diversidade florística da Serra da Cabreira.
Programa:
Dia 28 de Abril, Sábado
09:00h: Recepção dos participantes junto à Câmara Municipal de Vieira do Minho
09:30h: Breve descrição do percurso e enquadramento da actividade micológica
10:00: 1º Percurso : Turio
12:30: Almoço tipo piquenique *
14:00: 2º Percurso: Serradela
17:00: Identificação do material recolhido
19h00: Encerramento da actividade com degustação de cogumelos.
* Da responsabilidade dos participantes.
Notas:
- As deslocações aos locais das saídas de campo serão feitas em viatura própria.
- Existe a possibilidade de alojamento gratuito nas casas da Serradela. Por favor, contacte-nos o mais cedo possível pois o número de camas é limitado.
Dia 28 de Abril, Sábado
09:00h: Recepção dos participantes junto à Câmara Municipal de Vieira do Minho
09:30h: Breve descrição do percurso e enquadramento da actividade micológica
10:00: 1º Percurso : Turio
12:30: Almoço tipo piquenique *
14:00: 2º Percurso: Serradela
17:00: Identificação do material recolhido
19h00: Encerramento da actividade com degustação de cogumelos.
* Da responsabilidade dos participantes.
Notas:
- As deslocações aos locais das saídas de campo serão feitas em viatura própria.
- Existe a possibilidade de alojamento gratuito nas casas da Serradela. Por favor, contacte-nos o mais cedo possível pois o número de camas é limitado.
Preços:
Actividade gratuita para sócios. O preço de participação é de 10 € para não sócios e inclui:
Actividade gratuita para sócios. O preço de participação é de 10 € para não sócios e inclui:
-Material de apoio à identificação do material recolhido;
-Degustação “micológica”.
As inscrições serão aceites por ordem de chegada e deverão ser enviadas até dia 25 de Abril para:
Elisabete Martins da Costa
Quinta de Sernades
Este São Mamede
4710-815 Braga
Tlmv: 962963669 / 912551352 ou email marifusa@gmail.com
-Degustação “micológica”.
As inscrições serão aceites por ordem de chegada e deverão ser enviadas até dia 25 de Abril para:
Elisabete Martins da Costa
Quinta de Sernades
Este São Mamede
4710-815 Braga
Tlmv: 962963669 / 912551352 ou email marifusa@gmail.com
Marifusa
15.4.07
O Espírito
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.
E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.
Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.
Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia
Os Domingos com poesia inclinam os afectos para o lado dos sonhos...
Bàrbara
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.
E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.
Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.
Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia
Os Domingos com poesia inclinam os afectos para o lado dos sonhos...
Bàrbara
12.4.07
Cry Me a River

Now you say you're lonely
You cry the whole night through
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
Now you say you're sorry
For bein' so untrue
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
You drove me, nearly drove me out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and
Now you say you love me
Well, just to prove you do
Come on and cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
You cry the whole night through
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
Now you say you're sorry
For bein' so untrue
Well, you can cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
You drove me, nearly drove me out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember all that you said
Told me love was too plebeian
Told me you were through with me and
Now you say you love me
Well, just to prove you do
Come on and cry me a river, cry me a river
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river over you
Bárbara cries with Julie London.
23.3.07
Je t´aime...moi non plus
Serge Gainsbourg and Jane Birkin
Fingi que dormia enquanto as palavras me acariciaram para depois me engolirem acompanhadas pelas batidas do coração...
Bárbara
22.3.07
Gula!!!!
20.3.07
Devaneios III
Hoje, e nestes dias que têm passado ando às voltas no meu carrossel.
Não o consigo parar!!!
Bárbara
Não o consigo parar!!!
Bárbara
8.3.07
3.3.07
Perpétua embriaguez
São nuas as gargalhadas silenciosas que nos agasalham em noites chuvosas onde se arranham as fantasias que lemos nos livros e vemos nos filmes. Somos trancados pelo gin e os cigarros nocturnos e apertados por uma qualquer banda sonora que risca o passado e teme o futuro.Empolgamos beijos e desfiamos o eterno abandono que não sentimos mais. Congelamos o relógio que dura o tempo que quisermos e sacudimos a vida em infindáveis festejos naquela liberdade infantil que brinca connosco e nos compila numa caixinha de jogos de criança.
- Meu querido, somos de difícil disfarce.
Bárbara
Imagem: Anthony Quinn and Anna Karina fool around on The Magus, http://www.bloomsburyusa.com (Asseguro-vos que quando for grande vou ser como a Anna Karina!!)
1.3.07
Consciência Ecológica, já!!!
Inicia-se hoje o Ano Polar Internacional (API) e a maior colaboração científica internacional dos últimos 50 anos onde os efeitos do Aquecimento Global serão a questão central.
1-3-07
in Público
OBRIGATÓRIO PENSAR NISTO DE FORMA MAIS RESPONSÁVEL!
1-3-07
in Público
OBRIGATÓRIO PENSAR NISTO DE FORMA MAIS RESPONSÁVEL!
28.2.07
25.2.07
Deixa Cair O Inverno
Quero sair do Inverno
e entrar no verão.
Como acontece contigo quando tiras o roupão
e o amor se mostra igual tanto aqui como no Japão.
Anda daí explico tudo ao serão
não me custa nada...até faço questão!
Das certezas e das incertezas
que se ocupam de mim,
tu és o único a deixar me dormir.
Já não tenho lata para pedir ao santo a cura da insónia
que me feche o olho sem sentir e me leia uma historia sem eu lhe pedir.
Importa não abrir ainda o dia de amanhã
amordaçar a noite
fazer soar o teu divã.
Lanço a minha seta e tu não a vês
nas nuvens da infusão
lês os meus porquês
na mais profunda escuridão
dissipam-se os porquês.
Mesa (Acolho o Inverno no meu quarto e faço da sua frieza a minha frescura!)
Bárbara
e entrar no verão.
Como acontece contigo quando tiras o roupão
e o amor se mostra igual tanto aqui como no Japão.
Anda daí explico tudo ao serão
não me custa nada...até faço questão!
Das certezas e das incertezas
que se ocupam de mim,
tu és o único a deixar me dormir.
Já não tenho lata para pedir ao santo a cura da insónia
que me feche o olho sem sentir e me leia uma historia sem eu lhe pedir.
Importa não abrir ainda o dia de amanhã
amordaçar a noite
fazer soar o teu divã.
Lanço a minha seta e tu não a vês
nas nuvens da infusão
lês os meus porquês
na mais profunda escuridão
dissipam-se os porquês.
Mesa (Acolho o Inverno no meu quarto e faço da sua frieza a minha frescura!)
Bárbara
23.2.07
O Ponto Indivisível
A arte é uma representação nesse sentido de imitação. Que é este, parece o primeiro sinal de inteligência humana. A imitação é a mãe surpresa, e esta, a do riso. O trabalho surge como uma necessidade exterior porque a fome é um imperativo, e a arte aparece como uma necessidade interior, quer ligada ao sexo e aos fundamentos dessa actividade, e deste modo à sua componente erótica , traduzível também no misticismo, na assunção dos tabus, na castração.
A outra questão que se pode pôr é a de saber se o homem mudou estruturalmente com o meio, isto é com a tecnologia.
Sem ele permanece ou não o mesmo de um ponto de vista espiritual. Diz-se com frequência em relação às atrocidades comtemporâneas, que sempre houve, só que não eram tão divulgadas.
A continuação desta pergunta seria a de tentar saber se a crueldade é, não apenas natural, como humanamente inextinguível. Se é parte intrínseca da natureza do homem.(...)
Se a electrónica, a informática e as comunicações modificaram o meio, poderão influenciar o comportamento humano, mas não alteraram a sua natureza. Tudo parece indicar que o homem continuará a sentir as suas pulsões mortíferas, a sua estuância libidinal e o mesmo prazer em acalmar a fome. Terá igualmente necessidade de se representar a si e à vida ou ao mundo que o cerca. E essa representação, que não é filha duma necessidade exterior, como a de se tapar quando tem frio, mas interior PORQUE A VIDA NÃO LHE CHEGA, PORQUE ESTÁ CONDENADO À MORTE, TEM CONSCIÊNCIA DISSO- o facto de a imortalidade nunca ter sido confirmada continua a não convencer toda a gente- essa representação parece afinal ter como motor o desejo de repetir a vida. (...)
Jorge Guimarães, O Ponto Indivisível
Contra aquele arrebatamento que se vai acumulando em nós apresso-me e demoro-me muitas vezes neste compêndio. Represento-me muitas vezes na música que gosto, nos filmes que amo e nas palavras, aquelas que me obrigam tantas vezes a olhar para dentro de mim, aquelas que me redesenham em temporalidades que não sei definir. As reticências contam-me assim, às vezes demasiadamente.
O meu manual interior é muitas vezes espreitado por vocês, e com vocês conserto-me e desorganizo-me, divirto-me e refugio-me. Aqui as imagens válidas são as palavras que muitos vão deixando, palavras sem rosto, sem idade, são as imagens que se acumulam verdadeiramente dentro de mim. Elas remetem-me para a ideia contínua de que as interpretações a que quem escreve está sujeito, é feito de reinterpretações igualmente valiosas, permutas emotivas que permanecem sempre comigo, um ponto indivisível.
Bárbara
22.2.07
CocoRosie
Il fut un temps où rien n'était éteintOù seul l'or de mon coeur donnait l'heure
Et alors j'étais fort, mais j'ai perdu la fleur et l'innocence
Dans ce décor je me sens perdu, rien n'a plus de sens
Mais j'ai encore quelques rêves et si tant est que j'aie le temps
J'irai caresser leurs lèvres
J'ai encore quelques rêves
Et si tant est que j'aie le temps j'irai caresser leurs lèvres
Il fut un temps où rien n'était éteint
Où seul l'or de mon coeur donnait l'heure
Et alors j'étais fort, mais j'ai perdu la fleur et l'innocence
Dans ce décor je me sens perdu, car rien n'a plus de sens
Si le temps avance trop
Je me sens de taille (Il nous entaille ?)
Je suis un enfant
Je refuse le temps
Je regarde le ciel et cet arc-en-ciel qui m'apaise
Je regarde la lumière et puis j'erre dans mes rêves
Oublier le temps
Rester un enfant
14 de Abril de 2007 /Aula Magna( Estas irmãs são mesmo especiais!!)
Bárbara
20.2.07
13.2.07
Fugi com a Sílvia
O meu coração também parou, vou Fugir para me perder e depois me reencontrar.
Este blog ficará no esquecimento....por uns dias.
Bárbara
12.2.07
Totalmente Lomografada

O meu novo mundo em construção!
Fotografia: Iria Cunha (Lomo Addicted), Electric Lomo Guitar, 2003
Bárbara e Iria
11.2.07
Ensaios

Ensaiámos às escuras este desencontro que sabotou os passos que queriamos dar.
[Enganei-me mais uma vez, mas sem os meus sapatos não consigo dançar. Não, não tens de voltar a repetir, eu organizo os movimentos, deixa-me pousar os pés no chão.]
Bárbara
Imagem: http://i3.photobucket.com/albums/y72/monilisa/17c52e2a.jpg saltos detango
10.2.07
As horas vão altas numa praia qualquer
As horas vão altas, tentas largar aquele riso indecente que te provoca e te persegue numa praia qualquer onde chovem águas que te deslocam para uma tentação provocantemente intensa.
Sabes que chegará a hora marcada, aquela que é convidativa e que produz romances, sabes que ficarás a ler os teus pensamentos, aqueles que são corajosos e te trazem o incógnito.
Crias as lembranças onde te despedes e rasgas a noite, já muito de noite, numa praia qualquer.
Sabes que chegará a hora marcada, aquela que é convidativa e que produz romances, sabes que ficarás a ler os teus pensamentos, aqueles que são corajosos e te trazem o incógnito.
Crias as lembranças onde te despedes e rasgas a noite, já muito de noite, numa praia qualquer.
Não as guardas porque nunca existiram e não as perdes porque adormecem contigo.
Bárbara
9.2.07
Morning Start

Escapas sempre ao estilo convencional e ficas siderado numa estranheza só tua sem cessar. Gostas das manhãs e da intensidade do teu chá(chá verde, grãos de guaraná, gengibre, limão, pimenta preta, música q.b, e paixão a seu gosto, cuidado: explosivo e abrasivo)...aquele que tu assinaste como parte dos nossos códigos.
Bárbara
Imagem: http://www.artesempartes.com, Rota do Chá
4.2.07
Nouvelle Vague
Fotografia: Anna Karine on the set of Vivre Sa Vie Bater a claquete para no fim elogiar os autores, realizadores, verdadeiros criadores desta arte.
Bárbara
3.2.07
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